Um horror! Organizações de Direitos Humanos apontam cerca de 2 mil presos políticos na Venezuela

A ONG sustenta, ainda, que 31 lideranças políticas têm paradeiros incertos e nove mil estão sujeitas arbitrariamente a restrições de liberdade

Um horror! Organizações de Direitos Humanos apontam cerca de 2 mil presos políticos na Venezuela
Foto: Maduro levado para Nova Yorka pelas Forças Americanas Reprodução/Truth Social

Organizações de direitos humanos indicam que há quase dois mil presos políticos na Venezuela do ditador Nicolás Maduro.

Relatório da ONG Foro Penal, divulgado no dia 31 de dezembro, indica que existem no país cerca de 1.794 presos políticos, sendo 1.589 homens e 205 mulheres, 1.631 civis e 162 militares, dentre esses, 1.791 adultos e três adolescentes.

A ONG sustenta, ainda, que 31 lideranças políticas têm paradeiros incertos e nove mil estão sujeitas arbitrariamente a restrições de liberdade.

O levantamento acontece desde 2014, e de acordo com ele, desde esse período, 18.128 pessoas foram presas por motivações políticas.

Os números coincidem com um extenso relatório divulgado nesta semana pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Os testemunhos que embasam a Comissão, mesmo a Missão Internacional Independente, mostram que as detenções ocorreram sem mandados de prisão judiciais e sem informações aos familiares o local da detenção.

Segundo o texto, muitas das prisões “foram realizadas após denúncias anônimas por meio de aplicativos como o VenApp, criado pelo governo para denunciar falhas nos serviços públicos, ele possibilita a denúncia de pessoas suspeitas de participação nas manifestações”.

O relatório também mostra violações de garantias judiciais.

“Nos processos penais que se seguiram às detenções, foram denunciadas numerosas violações dos direitos humanos, especialmente das garantias judiciais”, ressaltando também que as violações incluem “a imposição de defensores públicos fora do dever, negando assim o acesso a uma defesa técnica confiável: e a violação do direito de ser julgado por um juiz natural no caso de adolescentes que são apresentados a tribunais com jurisdição antiterrorista”.

A ONG menciona a prisão de crianças e adolescentes.

“Segundo a sociedade civil, em muitos casos, os adolescentes foram pré-classificados pelas autoridades como terroristas e privados de liberdade nas mesmas celas que os adultos; e em alguns casos sem separação por gênero”.

Há ainda relatos de maus-tratos nas prisões. “As mães de vários adolescentes denunciaram que as autoridades praticam tortura e maus-tratos para fazer que os adolescentes confessem crimes que não cometeram“, denuncia o relatório.

*Fonte: CNN