Usuários podem economizar na conta de água com a modernização do sistema de cobrança do Saae

A partir do mês de agosto, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Itabira (Saae) vai implantar a cobrança in loco e os usuários passam a ter acesso às informações e ao valor de sua conta, no ato da leitura do hidrômetro, feita por um técnico leiturista. Modernização que visa economia para o Saae […]

A partir do mês de agosto, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Itabira (Saae) vai implantar a cobrança in loco e os usuários passam a ter acesso às informações e ao valor de sua conta, no ato da leitura do hidrômetro, feita por um técnico leiturista. Modernização que visa economia para o Saae e para o seu cliente.
 
De acordo com Élio Assis Vieira, presidente do Saae Itabira, a nova forma de cobrança é “economia para todo mundo e principalmente, acaba com o desperdício da água tratada”, ressaltou. Ainda segundo ele, o maior “desastre” da atual medição do Saae é o usuário pagar uma conta referente ao consumo de quase dois meses anteriores. “Por exemplo, uma conta com vencimento no dia 5 de julho equivale à água usada no mês de maio”, explicou. Com a cobrança in loco, ele vai pagar a água consumida nos últimos 30 dias, assim como a cobrança da energia elétrica e do telefone, por exemplo. Além disso, o novo sistema possibilita que o técnico detecte, no ato da leitura, possíveis vazamentos. “No outro sistema, se o usuário tivesse um vazamento em casa, só iria descobri-lo quase gerando duas contas. Agora, o técnico pode mostrar que o consumo extrapolou à média e solicitar a vistoria na residência para localizar o problema que está gerando aquele custo”, esclareceu Jorge Borges, engenheiro sanitarista ambiental e diretor técnico do Saae Itabira.
 
Assim que a cobrança in loco entrar em vigor, o valor da conta referente ao mês de junho será dividido em quatro parcelas. “Em agosto, o técnico vai emitir a conta referente ao consumo de julho e o usuário vai pagar esse saldo mais a primeira parcela da conta do mês de junho. Vamos supor, sua conta de julho foi R$ 30 e do mês de junho, R$ 60. Então, ele vai pagar R$ 45 em agosto”, informou Élio Assis Vieira.
 
Cobrança em casa
Há mais de cinco anos, os técnicos do Saae utilizam o Pocket PC para fazer a medição dos hidrômetros da cidade. Agora, junto com ele, será utilizado uma impressora portátil para a emissão da conta. “A grande vantagem, é que o usuário pode, naquele exato momento, conferir qual é a sua leitura no período de 30 dias e verificar se o número está correto”, afirmou Jorge Borges. Os técnicos leituristas foram treinados para a excelência do serviço e o Saae investiu, além dessas impressoras, na adequação do sistema aos novos softwares adquiridos.
 
Se no ato da leitura o técnico não encontrar o titular da conta em casa, ele faz o serviço, emite a fatura e a deixa na caixa de correspondências. “De qualquer maneira, ele não pode receber o dinheiro da conta na hora que estiver lendo o hidrômetro. Ela tem que ser paga do mesmo jeito de antes”, lembrou o presidente do Saae.
 
Desperdício
Segundo Marcos Antônio Batista, responsável pelo controle interno do Saae, o consumidor, além de policiar o seu gasto no momento da leitura do hidrômetro, “vai passar por uma mudança drástica na estrutura da empresa, que vai beneficiar a todos, pois qualquer gasto exagerado pode ser detectado muito rápido, o que não acontecia até então”, frisou. Sendo esse gasto decorrente de vazamentos, “o cliente vai poder sanar o problema antes de colocar em risco, até mesmo, a estrutura do seu imóvel”, ressaltou Marcos.
 
De acordo com Élio Assis Vieira, “a expectativa do Saae é reduzir o desperdício da água tratada, sobretudo o que acontece pelos vazamentos”. Cerca de 30% da água tratada é desperdiçada pelos itabiranos, sendo que 10% ocorrem exclusivamente por vazamentos domésticos. Os outros 20% resultam de problemas diversos, como canos que estouram nas ruas devido à pressão exercida pela água que é confrontada, principalmente, “com a declividade do terreno. Nós temos alguns bairros aqui, onde as instalações internas (canos) arrebentam com mais facilidade, pois a pressão é muito grande e a estrutura do solo é acidentada”, explicou o presidente. Ele também informou que o Saae estuda a relação dos canos danificados com a estrutura geológica de Itabira. 
 
Dados da qualidade
O Saae capta, trata e distribui 420 l/s (litros por segundo) de água a praticamente 100% da população urbana e dos distritos Senhora do Carmo e Ipoema. Recolhe 98% do esgoto doméstico, tratando 70%. Com relação ao sistema de controle de qualidade, “está em fase final no laboratório na ISSO 1725, onde destacaremos com unidade de controle da qualidade da água na região”, explicou o diretor Jorge Borges.