Vale deverá financiar trabalhos da UFMG e Copasa voltados aos recursos hídricos
R$ 3 milhões foram liberados para que a Copasa realize divulgação em 22 municípios atingidos por rompimento da barragem em Brumadinho; para a UFMG, já foi ordenada a transferência de R$ 22 milhões
A Justiça autorizou que a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) elabore pesquisas e fiscalize a qualidade da água do Rio Paraopeba e que a Companhia de Saneamento do Estado (Copasa) realize campanha publicitária com foco na utilização e consumo de recursos hídricos, após o rompimento das barragens de rejeitos da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, no dia 25 de janeiro. Os recursos necessários para os trabalhos deverão ser custeados pela mineradora Vale.
As informações são do Ministério Público de Minas Gerais que participou, nessa terça-feira (20), de audiência de instrução na 6ª Vara de Fazenda Pública e Autarquias da capital, que contou também com representantes do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública do estado e da mineradora Vale S/A.
Um recurso de R$3 milhões foi liberado para que a Copasa realize divulgação durante três semanas em 22 municípios do estado. Para a UFMG, foi ordenada transferência, inicialmente, de R$ 22 milhões, que serão utilizados para desenvolver pesquisas e projetos focados na reparação dos danos ambientais. A universidade federal também deve monitorar a qualidade da água superficial e subterrânea do rio Paraopeba.
Novas audiências
Os Ministérios Públicos Estadual e Federa e a Defensoria Pública de Minas reiteraram o pedido de extensão de todas medidas emergenciais em favor dos integrantes da comunidade quilombola de Pontinha. A Vale vai se manifestar sobre essa questão até a data da próxima audiência, marcada para o dia 24 de setembro, às 13h. Foi definida também outra data de audiência para o dia 24 de outubro.