Vale garante estabilidade das barragens em São Gonçalo do Rio Abaixo

No encontro, o prefeito Antônio Carlos cobrou da empresa a emissão de laudos que atestem a segurança das barragens.

Vale garante estabilidade das barragens em São Gonçalo do Rio Abaixo

Atendendo os ofícios enviados pelo prefeito de São Gonçalo do Rio Abaixo, Antônio Carlos Noronha Bicalho, e pela presidente da Câmara, Luciana Bicalho, a mineradora Vale recebeu, na manhã do dia 26, na Mina de Brucutu, as autoridades do município para prestar esclarecimentos a cerca da situação das barragens existentes. As solicitações foram feitas após a tragédia ocorrida em Mariana com o rompimento da Barragem de Fundão, que levantou a questão da segurança de todas as existentes no estado de Minas Gerais.

No encontro, o prefeito Antônio Carlos cobrou da empresa a emissão de laudos que atestem a segurança das barragens. Os representantes da mineradora informaram que serão emitidos os documentos e os esclarecimentos serão levados à comunidade.

O gerente de Operações do Complexo de Minas Centrais da Vale, Rodrigo Chaves, garante que as contenções feitas em São Gonçalo não apresentam riscos de rompimento. Ele afirma que,

após o evento ocorrido em Mariana, foi efetuada uma verificação detalhada das condições estruturais de todas as barragens da empresa. “Todas as estruturas das Minas Centrais foram inspecionadas e nenhuma alteração foi detectada”, destaca.

O diretor de Ferrosos da Região Sudeste da Vale, Antônio Daher Padovezi, também confirma a estabilidade das barragens. “O que tem que ficar claro é que barragem foi feita para não se romper. E as nossas, no método em que foram construídas, é o convencional, o mais caro e o mais seguro. O projeto, a execução, o monitoramento e a operação das barragens não podem fugir do controle”, ressalta.

A Mina de Brucutu iniciou suas atividades em São Gonçalo do Rio Abaixo em 2005. A Barragem Sul, implantada em 1999, já está em fase final de vida útil e possui capacidade para 53,2 milhões de m³ de rejeitos. A Barragem Norte, localizada entre São Gonçalo e Barão de Cocais, construída neste ano, tem capacidade de 45 milhões de m³.

Apresentação

O gerente de planejamento de Minas e Geotecnia da Vale, Igor Cicolani, falou sobre a implantação e funcionamento, os controles operacionais e a gestão das barragens. Porém, o assunto mais discutido durante o encontro foi sobre o plano de emergência para o caso de um desastre ambiental como o ocorrido em Mariana.

A Vale garantiu que existe um plano de emergência, mas que ele precisa ser muito bem discutido. Rodrigo Chaves explicou que esse plano é aplicado de acordo com a intensidade do risco. Quando há indícios de problemas em que análises técnicas comprovam que não há riscos são notificados o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e a Defesa Civil Nacional. Caso o problema se agrave, a Defesa Civil do município é informada e colocada em alerta. Mas, somente quando existe, de fato, o risco de rompimento, a Defesa Civil do município é acionada para fazer a evacuação.