A Vale espera chegar a uma produção de 1 milhão de toneladas de cobre em 2015. A informação foi dada pelo diretor executivo de metais básicos da empresa, Tito Martins. Se atingir a meta, a Vale irá pular da atual décima posição para o quarto lugar no ranking mundial do setor, garantindo uma posição de destaque no cenário internacional.
Martins falou durante a cerimônia de inauguração do projeto de cobre de Tres Valles, no Chile. Mas não detalhou os projetos de expansão que farão a empresa alcançar essa meta. Pelo plano de investimentos da companhia para 2011, a Vale previa investir cerca de US$ 3,4 bilhões até 2015 para atingir uma produção de 691 mil toneladas de cobre. De janeiro a setembro deste ano, a Vale produziu 131 mil toneladas.
Primeiro investimento da companhia no Chile, o projeto Tres Valles terá capacidade para agregar 18,5 mil toneladas de cátodo de cobre e está orçado em US$ 140 milhões. Tres Valles é formado por duas minas: Don Gabriel, a céu aberto, e Papomono, subterrânea. Segundo a empresa, todos os recursos gerados na comercialização do cobre extraído na região serão revertidos na exploração de novos depósitos no Chile.
Planos. Atualmente, no plano de investimentos da Vale, há cinco projetos que, juntos, vão elevar a capacidade de produção da empresa brasileira em 358 mil toneladas de cobre. A cifra incluiu Tres Valles, Konkola North, na Zâmbia, as expansões nas minas de Salobo I e II, no Pará, e o projeto Cristalino, no mesmo Estado.
Só as duas expansões em Salobo I e II vão ampliar a capacidade da mineradora brasileira em 200 mil toneladas de cobre. O primeiro projeto está previsto para entrar em operação no segundo semestre de 2011 e Salobo II, no segundo semestre de 2013.
Já o projeto de Cristalino, também na região de Carajás, deve ser submetido à aprovação do conselho de administração. Apesar de ainda não ter recebido o aval, a companhia incluiu em seu plano de negócios para 2011 um desembolso de US$ 267 milhões no projeto, previsto para produzir 95 mil toneladas de cobre.
No caso da mina subterrânea de Konkola North, na Zâmbia, o investimento é de US$ 200 milhões. O projeto, com capacidade para 45 mil toneladas de cobre, deve entrar em operação a partir de 2013. Atualmente, a companhia já opera com cobre na mina de Sossego, no Pará – a maior em operação no Brasil, com capacidade para 130 mil toneladas -, e nas unidades de Sudbury e Voisey’s Bay, no Canadá.