Vale vai demitir mais 31 operários em Corumbá, diz sindicalista

A Vale deve demitir mais trinta e um funcionários em Corumbá este mês. A informação foi confirmada ao Diário Corumbaense pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativas de Corumbá e Ladário, Cassiano Oliveira. O sindicalista participou de uma reunião com a Diretoria de RH da Vale na terça-feira, 30 de junho, no Rio […]

A Vale deve demitir mais trinta e um funcionários em Corumbá este mês. A informação foi confirmada ao Diário Corumbaense pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativas de Corumbá e Ladário, Cassiano Oliveira. O sindicalista participou de uma reunião com a Diretoria de RH da Vale na terça-feira, 30 de junho, no Rio de Janeiro. “Na reunião nos explicaram que a empresa vai promover readequações no quadro de pessoal em todo o Brasil. Vai demitir pessoal agora em julho, só em Corumbá serão cerca de 31 pessoas. Serão priorizados aqueles que inicialmente já manifestaram o desejo de sair da empresa e em seguida, avaliado o quadro funcional”, disse Cassiano.

Para amenizar a situação dos demitidos a Vale vai oferecer algumas “vantagens” no acerto trabalhista, explicou o dirigente sindical. Além da garantia dos cinco meses do seguro-desemprego pago pelo Governo Federal [com teto máximo de R$ 870 mensais], a mineradora pagará – por conta própria – outros cinco meses do benefício com o mesmo valor.

Parcelas de até R$ 979,60

A Vale ainda acrescentará a estas parcelas os repasses dos percentuais relativos ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) no que tange aos índices de recolhimento do empregador na conta do trabalhador e da multa por rescisão contratual. Ao todo, o funcionário demitido neste mês ainda receberá cinco parcelas de até R$ 979,60. A empresa também manterá o plano de saúde por seis meses.

“É lógico que as demissões não são notícias agradáveis, mas a Vale tem dialogado com o trabalhador e demonstrado respeito com a classe”, avaliou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativas de Corumbá e Ladário. “A situação do trabalhador nos preocupa”, enfatizou.

“Os benefícios, nestes cinco meses, atuam no sentido de levar condições ao trabalhador de enfrentar esse período de turbulência. Se ao final do período as condições de produção se recuperarem, ele (o funcionário) estará apto a um novo contrato, mas nada impede que arrume um novo emprego nesse intervalo de tempo”, argumentou o sindicalista.

70% da capacidade

Cassiano explicou que um levantamento preciso do total de dispensados pela Vale de Corumbá, em função da crise financeira internacional, é difícil de ser feito pelo Sindicato. “Só passam por nós as baixas dos funcionários com no mínimo 1 ano de carteira assinada. Rescisões com menos tempo são feitas diretamente pelas empresas”, esclareceu. Entretanto, afirmou que só a Vale demitiu anteriormente 36 funcionários alegando a crise econômica como motivo.

Uma breve análise do mercado mundial e da situação econômica internacional, feita pelo Sindicato local, traz expectativas positivas. “Vimos que o mercado latino-americano vem se recuperando bem. O minério tem recuperação considerável, em junho subiu 10%. Nossa expectativa é ver a normalização até o final do ano. Se em dezembro o mercado chegar a 70% de sua capacidade, para nós será satisfatório”, afirmou.