Valor de acordo que Vorcaro negocia com a PGR é superior ao orçamento de 25 capitais
O Banco Master, de Daniel Vorcaro, pode ter que devolver cerca de R$ 60 bilhões no acordo entre o banqueiro e a Procuradoria-Geral da República (PGR)

Minimizado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, como “terceira divisão do sistema financeiro”, o Banco Master, de Daniel Vorcaro, pode ter que devolver cerca de R$ 60 bilhões no acordo entre o banqueiro e a Procuradoria-Geral da República (PGR), valor maior que o orçamento de ao menos 25 capitais brasileiras, menor apenas que São Paulo (R$ 137 bilhões) e Brasília (R$ 74,4 bilhões).
Rio de Janeiro e Belo Horizonte têm (52 bilhões), e (24,1 bilhões), respectivamente, ainda assim, menores que o cofre de Vorcaro.
Listando as capitais pelo tamanho do orçamento, a delação ensaiada de Vorcaro com a PGR, supera a somatória da receita de 14 capitais.
Como comparação, o lucro líquido do banco Itaú Unibanco em 2025, com 70 milhões de clientes, foi de R$ 46,8 bilhões.
A delação é mais da metade do que faturou a Petrobras em 2025, com R$ 110,1 bilhões. E mais que do que o lucro de 2024, R$ 36,6 bilhões.
A delação premiada de Vorcaro, recusada pela Polícia Federal, por inconsistências entre a sua proposta e as revelações apuradas nas investigações, com omissões de informações, fez com que o ex-banqueiro elevasse o valor inicial de devolução R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões.
A PGR, que integra o Ministério Público da União e é responsável por conduzir a acusação e negociar acordos de colaboração, atua junto da PF, que faz as apurações, na validação das informações e dos termos da delação.
Cabe ao relator do caso, ministro do Superior Tribunal Federal (STF), homologar o acordo e dar a palavra final sobre sua legalidade.
*Fonte: G1/Diário do Poder