O prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB), durante coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (4), afirmou que trabalha com a possibilidade de comprar, nos próximos meses, vacinas para Covid-19. No entanto, a aquisição dos imunizantes só acontecerá após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Com essa decisão, a Prefeitura de Itabira aguardará as análises técnicas do órgão regulador para garantir a distibuição de uma vacina que seja eficiente e segura para a população itabirana. Enquanto não houver uma decisão favorável para utilização de um dos imunizantes em estudos no Brasil, o Governo Municipal não assinará nenhum protocolo de intenção de compra.
“Hoje não temos no país uma vacina para Covid-19 aprovada pela Anvisa. O Governo de Itabira trabalha com a possibilidade de aquisição da vacina que for aprovada pelo órgão para que a gente, com respaldo, possa utilizar na nossa população”, destacou Andrea Cabral, infectologista que acompanhou Marco Antônio Lage durante a coletiva de imprensa.
Vacinas disponíveis
De acordo com a médica, existe uma expectativa pela aprovação da vacina a ser produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O imunizante é desenvolvido pela Universidade de Oxford, em parceria com a empresa AstraZeneca, porém, ainda não possui registro da Anvisa — o que pode acontecer em breve para uso emergencial.
A CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a multinacional chinesa Sinovac, também aguardam a aprovação. Outras vacinas estão em fase de testes e podem buscar registro junto a Anvisa, são os casos da Pfizer/BioNTech, uma parceria entre Alemanha e EUA; Sputnik V, da Rússia; e Bharat Biotech, da Índia.
“Existe um processo muito longo de aprovação da vacina que acontece em três fases. A de Oxford acaba de submeter os resultados da sua fase três de testes para análise. Assim como ela, outras empresas também estão submetendo os seus resultados para avaliação do órgão regulador brasileiro”, ressaltou Andrea Cabral.
Enquanto aguarda um posicionamento das autoridades sanitárias, a Prefeitura de Itabira deverá organizar a sua infraestrutura tanto para receber e armazenar os imunizantes, quanto para vacinar a população. “O processo que a Secretaria de Saúde tem que fazer agora é de organizar a casa e ficar pronta para receber a vacina”, afirmou Marco Antônio Lage.

