Vereador de Monlevade quer instaurar CPI

Guilherme Nasser (PSDB)

Vereador de Monlevade quer instaurar CPI
 
Devido à repercussão em torno da real dívida da Prefeitura de João Monlevade, o vereador Guilherme Nasser (PSDB) afirmou que irá trabalhar para que a Comissão de Finanças da Câmara Municipal de João Monlevade, da qual é presidente, faça um levantamento geral e detalhado das contas do município.
 
De acordo com o vereador, será proposto à comissão o levantamento e, se houver a constatação de alguma irregularidade na contabilidade apresentada pela atual gestão pública, ele entrará com o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). “O Prefeito Gustavo Prandini terá que se reportar à CPI e à Câmara”, esclarece.
 
Apesar de oposição ao prefeito, Guilherme Nasser afirma ser consciente de seu papel como representante do povo, alegando que a sua atuação é responsável. Ele acredita que a jovialidade e a falta de experiência do prefeito não sejam o grande problema do município. “Monlevade está presenciando hoje uma das piores administrações, senão a pior que já teve. A falta de diálogo, excesso de promessas e falta de liderança do chefe do Executivo são um dos fatores”, dispara.
 
Mesmo tecendo sérias críticas ao desempenho de Gustavo Prandini, o vereador diz torcer pela sua reviravolta. “Certamente, espero que ele encontre o caminho certo. Ele tem tempo de colocar o carro nos trilhos e reverter sua situação. Mas será possível apenas com uma mudança radical de sua postura administrativa, dando valor às pessoas que realmente trabalham”.
 
Prandini se defende
Em sua defesa, Prandini disse à reportagem de DeFatoOnline que o momento vivido exige cautela, mas é problema passageiro. Segundo ele, a dívida de R$ 4 milhões, apresentada pela Secretaria de Fazenda, existe. Porém, esforços estão sendo tomados para que até dezembro deste ano as contas sejam quitadas.
 
Para Prandini, a oposição estaria aproveitando de um encontro informal com Delci Couto para atingi-lo. “É óbvio que a oposição tem aproveitado de momentos como este. Mas vamos resolver. A comunidade pode ficar tranquila e consciente de que há bons projetos ainda a serem realizados neste ano”, pronuncia.
 
Instauração da CPI
Conforme informou o assessor jurídico da Câmara Municipal, Silvan Domingues, para que seja instaurada uma CPI, é necessário que haja a constatação de irregularidades na conta apresentada pela prefeitura.
 
Caso seja detectada alguma irregularidade, o vereador em questão terá que seguir os seguintes meios legais: apresentar requerimento assinado por, no mínimo, 1/3 dos vereadores da câmara (dando início ao processo de abertura da CPI) e obter um prazo previamente fixado para a duração do processo (sendo 90 dias um prazo suficiente para se investigar e concluir a CPI).
 
Segundo o assessor jurídico, dependendo do resultado final apresentado pela CPI, o Ministério Público pode propor as ações que julgar pertinentes, ou abertura de um processo político na casa legislativa, acarretando até em um impeachment do prefeito.