Vereador poderá acionar Ministério Público por falta de informações sobre passe-livre
Toninho quer obter as informações para que haja condição de discussões de maneira justa

Na reunião da última terça-feira, 12 de maio, na Câmara Municipal de Itabira, o vereador Toninho da Pedreira (Pros) disse que irá acionar o Ministério Público, caso não obtenha informações por parte da Cisne e da Secretaria de Ação Social sobre quem custeará as despesas da concessão de passe-livre a deficientes na cidade.
O projeto é de autoria do prefeito Damon de Sena, mas foi idealizado por Toninho. Ele solicitou à Cisne uma planilha sobre o impacto que o projeto poderia exercer sobre o transporte em Itabira com a gratuidade, e à Ação Social, um levantamento do número de deficientes na cidade, exatamente para saber como a "conta" será paga, ou seja, quem arcará com as despesas do benefício.
Toninho quer obter as informações para que haja condição de discussões de maneira justa entre os vereadores acerca do projeto. “Nem eles [Cisne e prefeitura] têm uma noção de quanto será esse impacto. Se eles não derem essa relação, aí é que eu vou encaminhar para o Ministério Público, e alguém deverá prestar essa informação, antes de a gente continuar nossas discussões”, declarou.
No dia 17 do mês passado, o representante da Transportes Cisne, Albino José Pinheiro, compareceu à Câmara, na reunião de comissões, para falar sobre a concessão. Além dos vereadores, também participou do encontro, Joelma Moura, diretora de geração de emprego e renda da Secretaria de Ação Social.
Albino disse entender que não pode jogar os custos da concessão na tarifa dos ônibus. Ele alegou, na oportunidade, que o projeto tem que chegar à Câmara mostrando de onde virá o subsídio que será concedido. “Não somos contra, de forma nenhuma, à gratuidade para o deficiente”. O representante da Cisne esclareceu que a questão não é o quantitativo, mas, quem vai pagar a conta e de onde virá o beneficio.
Pelo projeto, portadores de doenças crônicas também seriam beneficiados. “Nós só estamos querendo saber quem é que vai pagar. A empresa vive de lucro. Ela não está aqui para aguentar essa gratuidade que sempre está aumentando”, defendeu, na ocasião.