Vereador se irrita com negação a seu pedido de inserção de projeto em Monlevade
Esbravejar tem se tornado ato cotidiano do vereador da base oposicionista
As polêmicas parecem estar na veia dos atuais legisladores de João Monlevade. A mais recente vem de outra que ainda não foi resolvida: manter em 15 ou alterar para 11 o número de cadeiras na Casa Legislativa nas próximas eleições. Desta vez, o protagonista da novela é o vereador Sinval Jacinto Dias (PSDB), que se irritou com o presidente, vereador Pastor Carlinhos (PV), ao ter dele o seu pedido de inserção de projeto em pauta negado, durante reunião de Câmara dessa quarta-feira, dia 28.
O projeto em questão é o de Resolução Nº250/2011, que altera o art. 80 da resolução nº40 de 11 de dezembro de 1990, que institui o Regimento Interno da Câmara Municipal, e que tira o direito de voto do presidente da Casa. Sinval e colegas oposicionistas utilizam o projeto como estratégia para que consigam manter por meio de votação o projeto que mantém o número de 15 vereadores.
Exaltado, como tem se apresentado na maioria dos encontros, Sinval tentou convencer o presidente. “O senhor quer mandar em tudo aqui, eu sou vereador e quero que seja colocada para votação”, esbravejou. Pastor Carlinhos explicou ao vereador que não podia colocar em votação o projeto porque a comissão não se reuniu para analisá-lo e emitir um parecer técnico. “O senhor é muito autoritário”, reclamou Sinval, sem se contentar com os argumentos.
O presidente chamou a atenção do tucano para a questão da sua má conduta e o respondeu severamente. “Só o senhor tem direito nesta Casa? Toda semana é a mesma novelinha. Isso tem que acabar”, afirmou Pastor Carlinhos.
Comissões
Devido aos ataques do vereador Sinval, o presidente aproveitou para alertar os demais vereadores sobre a falta de compromisso com as reuniões das comissões que deveriam discutir os projetos e emitir parecer técnico sobre os mesmos. Segundo Pastor Carlinhos, muitos vereadores não comparecem às reuniões das comissões, comprometendo a qualidade das análises e atraso nas votações. “Não é a primeira vez que isso acontece”, alegou. Para o presidente, outros projetos deixaram de ser inseridos nas pautas porque não houve encontro das devidas comissões.
Enquanto faltam reuniões e sobra falta de respeito, a Câmara monlevadense segue seu rumo sem saber ao certo o que é melhor para a população monlevadense: 11 vereadores temperamentais ou 15.