Vereadores adiam votação de reajuste salarial dos servidores de Itabira

Servidores lotaram plenário da Câmara durante reunião de comissões nesta quinta-feira

Vereadores adiam votação de reajuste salarial dos servidores de Itabira
Durante a reunião de comissões nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, os vereadores de Itabira decidiram adiar a liberação do projeto que concede reajuste salarial aos servidores públicos municipais. Realizada no plenário da Câmara, a reunião contou com a presença maciça de funcionários da Prefeitura, liderados pela presidente do Sintsepmi, Priscila Miranda Xavier Costa.
 
O Executivo ofereceu 6,23% de aumento salarial (que equivale à reposição da inflação no período) e 6,73% de acréscimo no cartão alimentação. O sindicato pediu 27% de reajuste nos contracheques. Mesmo sem a aprovação dos servidores em assembleia, o projeto chegou à Câmara para tramitação na semana passada e entrou na pauta, mas o vereador Bernardo Mucida (PSB) pediu vista.
 
Ilton Magalhães (PR), membro da comissão provisória, disse que os vereadores estão fazendo tudo que está ao alcance do Legislativo. “Sentamos com os servidores e eles pediram um prazo maior para discutir melhor o índice salarial proposto pela Prefeitura. Fizemos um compromisso de dar mais uma semana de prazo para que eles possam conversar, fazer sua assembleia, suas considerações sobre o projeto que o prefeito está mandando. Mas temos de deixar bem claro: a questão da liberação do projeto para pauta é simplesmente técnica”, afirmou o vereador.
 
Por causa do Carnaval, a próxima reunião ordinária, quando os projetos são votados, será na quinta-feira, 19 de fevereiro. O aumento dos servidores provavelmente não entrará na pauta. Deve ser votado e aprovado no dia 24 de fevereiro, terça-feira. “Não adianta a gente querer ser demagogo. Esse é um projeto que o vereador não tem poder nenhum de majorar o índice”, informou Ilton.
 
Priscila Miranda ficou aparentemente satisfeita com a decisão da Câmara em adiar a votação. Segundo ela, os servidores farão um ato público com assembleia na praça Acrísio Alvarenga, às 18 horas do dia 23 de fevereiro, segunda-feira.
 
“A Prefeitura quer colocar em votação a contraproposta de reajuste salarial imposta por ela sem que antes tenha passado pela assembleia. Agindo dessa maneira, o governo fere os direitos dos trabalhadores de reivindicar outro reajuste e fica livre para não atender a outras reivindicações da pauta do Acordo Coletivo de Trabalho”, diz trecho de um documento assinado pela sindicalista e distribuído aos servidores. Além do ato público, no dia 26 de fevereiro, quinta-feira, o Sintsepmi fará uma assembleia geral ordinária na sede Sindicato Metabase, às 18 horas, após a provável votação do projeto em primeiro turno.