Vereadores “barram” convênio entre Prefeitura e entidade antidrogas de BH
Batatinha e Paulo Soares demonstraram resistência ao convênio entre entidade de BH e a Prefeitura de Itabira

Um projeto de lei que estabelece convênio entre a Prefeitura de Itabira e a Associação Brasileira Comunitária para Prevenção do Abuso de Drogas (Abraço) encontrou resistência entre vereadores que participaram da reunião de comissões nessa quinta-feira, 19 de março. Alguns dos legisladores questionaram a escolha de uma entidade da capital para receber o repasse e não uma do próprio município.
O repasse é estipulado em R$ 9 mil. Para receber o dinheiro, a associação belo-horizontina faria trabalhos de conscientização e sensibilização contra o uso de drogas por sete meses em Itabira. O argumento, no entanto, parece não ter convencido aos vereadores Palhaço Batatinha (PSDB) e Paulo Soares (PSB). Eles afirmaram que há entidades itabiranas capazes de executar esse mesmo trabalho.
“Não conheço essa entidade e não me sinto seguro em repassar dinheiro a ela. Seria melhor que viesse alguém nos apresentar. Temos tantas entidades em Itabira. Será que nenhuma delas poderia fazer esse trabalho?”, questionou Batatinha. Para o vereador, o objetivo do convênio também não ficou claro. “Pelo que vi, é só conversa. Acho que isso não resolve o problema das drogas em nossa cidade”, criticou.
Paulo Soares concordou com o colega. O socialista defendeu que entidades itabiranas com a mesma finalidade da de Belo Horizonte sejam escutadas sobre o tema do convênio. “Temos a Fazenda da Esperança, a Amai, o próprio Conselho Antidrogas. O que será que eles acham disso? Penso que essas entidades deveriam ser ouvidas”, declarou. Sueliton Sousa (Pros) acompanhou os colegas. “Têm razão”, afirmou.
O vereador Lúcio Mauro (PSC) defendeu o convênio. Ele acompanhou o prefeito Damon Lázaro de Sena (PV) em uma visita à sede da Abraço, em Belo Horizonte, e disse que o trabalho da entidade é exemplar. Depois, pediu agilidade na aprovação. “Hoje, vivemos em Itabira uma situação que não dá mais para esperar. Quanto mais rápido resolver isso melhor”, disse.
Os legisladores preferiram esperar mais informações sobre a entidade. Ilton Magalhães (PR) solicitou que seja enviado o estatuto da Abraço. Também foi sugerido que um representante da associação ou alguém do governo vá à Câmara na próxima reunião de comissões para falar sobre o convênio.