Vereadores buscam em outras cidades modelos para o meio-passe em Itabira
Rodrigo Diguerê e Bernardo Mucida se reuniram com a diretora da Juventude de Montes Claros, Dheborah Alves, e receberam informações do projeto de meio-passe estudantil

O presidente da Câmara Legislativa de Itabira, Rodrigo Assis “Diguerê” (PV), e o vereador Bernardo Mucida (PSB) estiveram em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, nesta semana, para conhecer o programa de meio-passe estudantil daquela cidade. Antes, Mucida também já havia visitado Belo Horizonte e Betim com esse mesmo propósito. A intenção dos dois é identificar um modelo que possa ser adotado em Itabira.
Em Montes Claros, os vereadores se reuniram com o prefeito Ruy Muniz (PRB) e com a responsável pela Diretoria da Juventude, Dheborah Alves, e receberam informações de como é desenvolvido o programa. Segundo Mucida, o projeto da cidade do Norte de Minas é o melhor entre os três que conheceu.
“Lá são duas empresas que prestam serviço de transporte público. A Prefeitura investe uma parte do ISS (Imposto Sobre Serviço) pago por essas empresas e investe no meio-passe, assim não é preciso que os outros usuários paguem mais caro pela passagem”, comentou o vereador do PSB.
O presidente da Câmara disse que gostou do que viu. Rodrigo Diguerê afirmou que conseguiu reunir boas informações para repassar à Prefeitura de Itabira. “Conhecemos o publico que é atendido, quantidade, quais os requisitos, funcionamento, e agora vamos apresentar ao Executivo alguns modelos a serem estudados”, disse. “O objetivo é ajudar na construção do nosso modelo, de modo que seja bem analisado o impacto financeiro ao município”, completou.
Bernardo Mucida elenca dois gargalos principais para a instalação da política do meio-passe. O primeiro é o financeiro. Isso porque as empresas argumentam que precisam de uma fonte de receita alternativa para conceder descontos aos estudantes. Daí seria necessário que a Prefeitura apresentasse essa nova fonte, que poderia vir em forma de isenção do ISS. O segundo gargalo que o vereador aponta é o operacional. Ou seja, decidir os critérios que tornarão o estudante propício, ou não, a receber o benefício.
O presidente Rodrigo Diguerê cita que em Montes Claros os estudantes devem apresentar a matrícula na instituição de ensino, frequência nas aulas e morar a, pelo menos, um quilômetro da escola. Além disso, os beneficiados só podem usar o cartão do meio-passe no trajeto casa/escola e escola/casa nos horários determinados de início e fim das aulas.
Na próxima quarta-feira, 7 de agosto, os dois vereadores e também o peessedebista Solimar Silva vão se reunir com representantes da Prefeitura para repassar as informações sobre os projetos das outras cidades. “O Executivo é que pode transformar as ideias em projeto. A nossa missão é levar as alternativas”, finalizou Mucida.