Vereadores cobram o Executivo sobre as áreas de Educação e Saúde de Monlevade

“Precisamos tratar de causas urgentes em tempos difíceis”, enfatiza Gustavo Prandini

Vereadores cobram o Executivo sobre as áreas de Educação e Saúde de Monlevade
Foto: Luciano Vidal/DeFato

Uma reunião dos vereadores com a Secretaria de Educação de João Monlevade, Maria do Sagrado Coração Rodrigues Santos, está marcada para esta sexta-feira (2), na Câmara Municipal. Diversos assuntos serão abordados, entre eles o futuro retorno às aulas. O vereador Gustavo Prandini (PTB) endossou o pedido de comparecimento do prefeito de João Monlevade, Dr. Laércio Ribeiro, em reuniões e encontros realizados na Câmara.

“Eu já fiz o pedido ao líder de governo (Belmar Diniz) e ressalto novamente a necessidade de termos o prefeito de Monlevade mais próximo de nós. Precisamos tratar de causas urgentes em tempos difíceis de pandemia juntos”, cobra o vereador.

Cobrança

Estarão presentes na reunião da próxima sexta os empreendedores da área da educação de Monlevade, dos  setores público e privado.

“Eu compreendo e entendo as dificuldades do retorno às aulas. Todavia, isso não é um assunto novo, tem tempos que estamos planejando este momento, ou deveríamos estar atentos. O governo já completou seis meses, e as áreas de Saúde e Educação devem ser a prioridade. Não cabe neste momento perder o foco dessas situações”, exalta Prandini.

Marcos Dornelas (PDT) também defendeu que a volta às aulas deve ser pauta de discussão urgente para o governo. “Não estamos tendo avanço nenhum nesse retorno. Tivemos tempo e não temos nem data para essa volta. É algo urgente”.

Saúde aquém 

O vereador Vanderlei Miranda (PL) disse que “em poucos meses de governo já está sendo possível notar o setor da Saúde sucateado e em colapso, o que preocupa o município“.

O vereador Revetrie Teixeira (MDB) ressaltou que a área da Saúde está deixando a desejar. De acordo Revetrie, ambulâncias e carros de prestação de serviço do governo estão parados por falta de manutenção básica.

“Temos duas vans com problemas de motor. Os pacientes com hemodiálise sofrem muito com isso. O sistema burocrático nos impede de arrumar os carros. Precisamos urgentemente desburocratizar os serviços, são coisas fáceis de resolver”, finaliza o vereador.

 

Veículos com problemas deixados de lado pelo Executivo
Foto: Divulgação

À toa?

De acordo com o vereador, populares relataram que têm funcionários da área de Educação do município que estão com “os pés em cima da mesa”, ou seja, fazendo nada, por não ter demanda. Prandini ressaltou que esses funcionários poderiam ser destinados a outros setores e serviços do município para melhor utilização da mão de obra.

“O governo municipal, como um todo; as secretarias, tem que colocar prioridades. Todos os recursos em momento de guerra como estamos vivendo devem ser para a Saúde e Educação. O Executivo tem que ter foco, tem muita gente morrendo. Depois terá o tempo de Cultura, Lazer, Esporte e outros setores”, finaliza Gustavo Prandini.

Denúncia

Revetrie trouxe também uma denúncia com relação à saúde pública. De acordo com o representante do povo, que semanalmente precisa de tratamentos de reabilitação em Belo Horizonte devido a um problema de saúde, ele foi tratado com total descumprimento do protocolo de higienização no combate ao coronavírus.

“Eu fui trocado de uma ambulância para outra sem nenhum protocolo de higienização. Eu posso estar com Covid e aqui em público falando, não sabemos. Imaginem quantas pessoas passam por situações parecidas, em que situação nenhuma de higienização é cumprida. São em desleixos como esses que a pandemia não acaba”, enfatiza o vereador.

Líder do governo

Belmar Diniz (PT) em tom de repúdio ao legado deixado pelo último governo que comandou a cidade respondeu os questionamentos.

“Primeiramente, Revetrie, eu peço desculpas pelo ocorrido, em nome do governo. Não sabíamos dessa situação, obrigado por nos trazer à tona essa mazela. A área da Saúde está sofrendo com erros e vícios do passado. O desgoverno deixado por Simone Moreira deixa tristes rastros nesse setor. Precisamos de calma, porque não está fácil reparar tanta coisa mal feita pelo governo anterior”, finaliza.