Vereadores monlevadenses explicam tramitação para justificar aprovação de projeto em primeiro turno
Pastor Carlinhos apelidou os colegas de “costureiros”, diante de tantas emendas necessárias aos projetos da Prefeitura
Os vereadores da Câmara de João Monlevade justificaram a aprovação de proposta polêmica em primeiro turno, para se ater ao processo legislativo. O projeto da Prefeitura regulamenta o uso de espaços, mas traz um artigo que proíbe manifestações com caráter político.
Os que usaram a tribuna foram unânimes em afirmar que as mudanças identificadas tanto por eles quanto pela população, só podem ser feitas a partir do segundo turno de votação. Belmar Diniz (PT), Cláudio Cebolinha (PTB), Guilherme Nasser (PSDB) e Thiago Titó (PDT) explicaram a questão. Segundo os quatro vereadores, o projeto passará sim por mudanças, denominadas de emendas parlamentares, a fim de atender os anseios populares. Contudo, parte da população ainda não crê que essa ação será suficiente.
Outro que manifestou-se sobre o projeto foi Pastor Carlinhos (MDB). Ele denominou os vereadores como costureiros. “Vereador tá igual costureiro, fazendo um tanto de emendas aos projetos. É vergonhoso. A Prefeitura tem mais de 10 advogados. Os projetos não poderiam chegar do jeito que estão chegando”, opinou.
Gentil Bicalho (PT), único que votou contrário à proposta da Prefeitura desde o primeiro turno, também se manifestou. Mais uma vez, afirmou ser censura o que o Executivo quer e pediu que os populares continuem vigilantes. O receio do petista é que, mesmo que os vereadores apresentem emendas, essas sejam derrubadas pela base do Governo, que é maioria na Câmara.




