Vigilância Sanitária ameaça fechar o Valério

Clube pode ser fechado, se não cumprir prazo

O Valério tem prazo de sete dias, a contar desta quinta-feira, 23 de outubro, para dar manutenção nas saunas, limpar a piscina e pintar a parte interna e externa das instalações, caso contrário será interditado pela Vigilância Sanitária. A informação foi repassada à imprensa numa coletiva nesta sexta-feira pelo presidente do clube, Paulo Henrique Gomes de Figueiredo, e pelos presidentes dos conselhos deliberativo e fiscal, Gilmar Germano e Ismar Cléver. Segundo Paulo, as piscinas foram interditadas ontem e as saunas já não funcionam, devido à paralisação dos funcionários que não recebem salários há cinco meses.
 
Hoje pela manhã, Gilmar e Cléver estiveram com o secretário de esportes, Oldeni José dos Santos, para tentar uma solução urgente para o VEC. O problema mais grave a ser resolvido, no momento, segundo os representantes, é o dinheiro (cerca de R$ 60 mil) para pagamento dos salários atrasados. Assim, os 25 colaboradores que estão parados desde o dia 14 de outubro, poderiam voltar à atividade e o Valério, continuar aberto.
 
“Acreditamos que haja possibilidade de acordo”, disse Paulo Henrique, sobre manter o clube em funcionamento. O presidente disse que na audiência pública do dia 4 de novembro, na Câmara Municipal, toda a situação será apresentada e possíveis soluções serão discutidas. “O Valério precisa de envolvimento externo”, afirmou o presidente executivo.
 
Paulo pode deixar o cargo
No decorrer da coletiva, a conversa começou a tomar outro rumo. Gilmar Germano, do Conselho Deliberativo, insinuou que Paulo Henrique seria o entrave de recursos do município para Valério. Quando o presidente disse que estava “disposto a participar de qualquer processo que envolvesse algum tipo de mudança na gestão do clube para melhor”, Gilmar perguntou se ele poria seu cargo à disposição ou renunciaria.
 
Paulo afirmou que, se fosse para o bem do VEC, poderia, sim, deixar de ser presidente. “Não tenho nenhum apego”, afirmou. Gilmar declarou ainda à imprensa na frente de Paulo: “a Prefeitura não é simpática à figura do presidente”. Ao perceber que o assunto tomava outro viés, diferente do objetivo da coletiva, Paulo explicou que realmente tinha procurado os conselhos, por meio de dois mensageiros, para verificar uma possível transição de seu cargo. Mas o processo, segundo ele, não se configurava como renúncia.