Vigilância Sanitária reprova 33% dos alimentos em Minas

Um terço dos alimentos analisados pela Vigilância Sanitária de Minas Gerais, entre março de 2008 e março de 2009, apresentou irregularidades. Os dados foram divulgados nessa quarta-feira. Foram analisadas 987 amostras de 22 tipos de alimentos, coletados em supermercados, armazéns e outros estabelecimentos comerciais em várias cidades do Estado. O órgão considerou desvios de qualidade, […]

Um terço dos alimentos analisados pela Vigilância Sanitária de Minas Gerais, entre março de 2008 e março de 2009, apresentou irregularidades. Os dados foram divulgados nessa quarta-feira. Foram analisadas 987 amostras de 22 tipos de alimentos, coletados em supermercados, armazéns e outros estabelecimentos comerciais em várias cidades do Estado. O órgão considerou desvios de qualidade, riscos microbiológicos e químicos.

"Os alimentos com desvios de qualidade são aqueles que possuem alguma diferença no aspecto comum do produto, como uma folha no pó de café, alteração de sódio no leite, coloração diferente de alimentos. Agora, os que tiveram riscos microbiológicos e químicos podem causar diarreia e outros problemas", explica Mariana Andrade, coordenadora técnica do Programa de Monitoramento de Alimentos do Estado de Minas Gerais.

Os problemas que mais assustaram a pesquisadora foram identificados no leite, no amendoim e especiarias, como pimenta e orégano. Foi encontrado alto risco sanitário em 19% das amostras de leite em pó, em 19% das amostras de leite pasteurizado e em 4% das amostras de requeijão. Das 28 amostras de Queijo Minas Frescal, 39% detectaram presença de fezes nas amostras e também alto risco sanitário. "No amendoim, encontramos Aflatoxinas em 16,5% das amostras. Esse componente é cancerígeno, dependendo da quantidade que a pessoa consome durante toda a vida. Na pimenta do reino e no orégano, encontramos salmonela e coliformes que causam diarreia. Em alguns deles encontramos pelos de roedores", informou.

Segundo a gerente de Vigilância Sanitária de Alimentos, Cláudia Parma, os resultados indicam a necessidade de melhorar a qualidade higiênica desses produtos. "É preciso também mais rigor por parte dos fabricantes em adequar os produtos ao Padrão de Identidade e Qualidade e aos dizeres de rotulagem estabelecidos em lei", afirma.

A maioria dos produtos (74% das amostras) não obedece à legislação de rotulagem. "A lei é bem extensa, e as empresas têm dificuldade para se adequarem. Às vezes faltam informações nutricionais, marca não está em locais adequados, o texto tem algum problema. São pequenos erros que não causam problemas à saúde do consumidor, mas restringem a informação", explica Cláudia.

Números

20% dos alimentos apresentam desvios de qualidade

12% dos produtos possuem riscos microbiológicos

1% dos produtos causa risco de intoxicação alimentar