Volta às aulas presenciais: vacinação dos professores é tema na Câmara de Monlevade

Dulcinéia Martins, diretora do Sintramon, trouxe questões sobre as dificuldades vivenciadas pelos professores há quase um ano

Volta às aulas presenciais: vacinação dos professores é tema na Câmara de Monlevade
Foto: Luciano Vidal/DeFato Online

Na segunda reunião ordinária realizada na Câmara dos Vereadores de João Monlevade o tema “educação” foi preponderante. A volta às aulas foi trazido à pauta por Dulcinéia Martins, diretora do Sindicato dos Trabalhadores Municipais da Prefeitura de João Monlevade (Sintramon).

O tema ainda gera muita discussão no município, divide até mesmo a classe dos professores, mas até o momento o retorno presencial no ensino médio, fundamental e infantil não está aprovado; somente cursos técnicos, de graduação e pós-graduação, além de atividades extracurriculares, desde que seu respectivo Cadastro Nacional de Atividade Econômica (CNAE) assim permita.

Abrindo a discussão, Dulcinéia trouxe questões sobre as dificuldades vivenciadas pelos professores há quase um ano.

“A pandemia nos impôs uma rotina muito diferente. Antes disso, já vivíamos uma crise muito grande na educação, em todos os aspectos. Todavia, a pandemia impôs uma realidade ainda mais diferente. Os professores tiveram que utilizar de recursos próprios. Mas mesmo assim nós demos conta do recado”, ressaltou.

Foto: Luciano Vidal/DeFato Online

Trazendo a questão da vacinação dos professores para o retorno às aulas, Dulcinéia demonstrou preocupação e não vê horizontes para a volta sem a aplicação de todos os envolvidos nas escolas.

“Nós agora podemos estar voltando aos trabalhos em breve. Somos considerados essenciais para o movimento do mundo, mas não estaremos sendo vacinados. Caso realmente não formos vacinados, como daremos aulas presenciais? A classe estará em risco. Educar com distanciamento é muito difícil, temos que ter proteção. Temos que ter muito cuidado com a volta às aulas, pensem bem”, concluiu a diretora.

Vereadores

Já segundo a única vereadora da Câmara Municipal, Andrea da Saúde (PTB), o assunto que deve ser tratado com muito cuidado. “Somos mães também, que não deixamos nossos filhos irem às aulas em situação complicada.” Para finalizar, disse que o retorno deve ser com responsabilidade, para não trazer transtornos a todos os envolvidos.

O líder do Governo, Belmar Diniz (PT) trouxe o questionamento em que muitas escolas se encontram em situação precária, com banheiros, salas e bebedouros degradados.

“Muitas escolas não têm condições nem de receber os professores. A situação estrutural mesmo. A vacina já para todos é o que vai promover o retorno. Monlevade recebeu pouco mais de 3 mil vacinas, muito pouco. Muitas pessoas querem o retorno às aulas, mas temos que ter cautela. Para quem critica, eu sugiro que vá visitar as escolas e pense no momento em que estamos vivendo”, enfatizou Belmar.

Vereador Belmar Diniz (PT) apoiando Dulcinéia Foto: Luciano Vidal/DeFato Online

Volta com cautela

O vereador debutante no Legislativo, Fernando Linhares (Democratas) é a favor do retorno presencial, como já disse em reunião anterior realizada na Câmara. No entanto, preza por um retorno consciente e cauteloso.

“Todavia, todas as pessoas envolvidas nas instituições para o ensino devem ser vacinadas. Mas isso não é um poder do Governo Municipal, e sim do Estadual. É uma realidade, temos que ter calma e tratar do assunto com pessoas maduras”, trouxe Fernando Linhares.

Ademais, o vereador e professor Leles Pontes (Republicanos) usou a tribuna para falar sobre o assunto e enfatizar que, como participante da classe, compactua com a necessidade da vacina de forma urgente.

“Tivemos reunião nesta semana na Câmara, muitos são favoráveis, outros contra. Eu fiz uma solicitação a um deputado para que seja levada a pauta ao Governo Estadual e os professores entrem na prioridade de vacinação o quanto antes. Eu sou professor, defendo nossa classe”, disse o vereador.

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