O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), comemorou neste sábado (3) a ofensiva militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Em publicação nas redes sociais, Zema afirmou que a queda do líder venezuelano pode representar um novo momento para o país e disse esperar que a população volte a viver em paz após anos de crise política, econômica e humanitária.
Segundo o governador mineiro, o governo de Maduro se tornou um exemplo dos “efeitos trágicos de regimes autoritários”, ao isolar a Venezuela do restante do mundo, provocar o colapso da economia e forçar milhões de pessoas a deixarem o próprio país. Para Zema, a captura do presidente venezuelano pode abrir caminho para a reconstrução nacional.
“Que a Venezuela possa se abrir novamente, com liberdade, responsabilidade, democracia e oportunidades reais para sua população reconstruir a própria história”, declarou o governador, por meio de uma postagem na rede social X.
A manifestação de Zema ocorre em um contexto de forte polarização política no Brasil e vai na contramão da posição adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que condenou de forma contundente os ataques dos Estados Unidos em território venezuelano. O Palácio do Planalto classificou a ofensiva como uma violação à soberania do país vizinho e defendeu o respeito ao direito internacional.
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Por outro lado, a declaração do governador mineiro se soma a posicionamentos de lideranças brasileiras alinhadas à direita, que celebraram a ação liderada pelo presidente norte-americano, Donald Trump. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, afirmou que a ofensiva pode ter reflexos sobre outros governos de esquerda na América do Sul, incluindo o do Brasil.
Já o senador Cleitinho (Republicanos-MG) cobrou um posicionamento favorável do governo federal em relação à ação dos Estados Unidos na Venezuela. O senador Sergio Moro também se manifestou, celebrando o que classificou como a possível queda do regime venezuelano. “O fim de Maduro, o tirano de Caracas. Melhor para a Venezuela e para o mundo”, escreveu.
Romeu Zema, que é apontado como pré-candidato à Presidência da República, tem adotado um discurso crítico a governos de esquerda na América Latina e reforça, com essa declaração, seu alinhamento a pautas internacionais defendidas por setores conservadores. A captura de Maduro e os desdobramentos políticos e diplomáticos da ofensiva norte-americana seguem gerando repercussão no Brasil e no cenário internacional.

