Zema contratará empresa de RH para ajudar em processo de escolha dos secretários

O futuro governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), passou o primeiro dia após a eleição reunido com assessores e diretores de seu partido. As conversas giram em torno da montagem da equipe de transição e da composição do secretariado. Em entrevista à imprensa, o próximo chefe do Executivo adiantou que o primeiro escalão será […]

O futuro governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), passou o primeiro dia após a eleição reunido com assessores e diretores de seu partido. As conversas giram em torno da montagem da equipe de transição e da composição do secretariado. Em entrevista à imprensa, o próximo chefe do Executivo adiantou que o primeiro escalão será formado por meio de processo seletivo, inclusive com participação de uma empresa de recursos humanos.

Zema anunciou durante a campanha que reduziria o número de secretários estaduais de 21 para 9. Segundo ele, a empresa de RH atuará em parceria com uma comissão formada por integrantes do Novo para selecionar nomes técnicos e profissionais para cada área. A expectativa é de que os primeiros nomes sejam anunciados já na próxima semana.

As conversas sobre a equipe de transição têm participação do ex-candidato a presidente pelo Novo, João Amoêdo, e do presidente da legenda, Moisés Jardim. Outros dois nomes que integram a equipe são o economista Gustavo Franco, responsável pelas propostas econômicas do partido, e o vereador de Belo Horizonte Mateus Simões, coordenador político da campanha vitoriosa de Zema.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, Gustavo Franco, considerado o “pai” do Plano Real, foi convidado a ser secretário de estado da Fazenda, mas declinou da proposta por causa de compromissos firmados anteriormente. Ele, porém, vai auxiliar na escolha da equipe econômica do novo governo mineiro e prestará consultoria aos secretários. Segundo o jornal, a ideia é que ele esteja em Belo Horizonte pelo menos uma vez por semana daqui para frente.

Zema também adiantou que conforme os secretários forem definidos, eles serão imediatamente incorporados à equipe de transição. Ainda durante a campanha, o empresário declarou que não acredita no déficit de R$ 11,4 bilhões previstos na Lei Orçamentária para o ano que vem. Ele crê em um rombo muito maior e afirma que pedirá ajuda ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para traçar um diagnóstico e evitar surpresas desagradáveis ao assumir em janeiro.