Zema recusa Copa América em Minas: “não é prudente”

Governador se posicionou à imprensa e disse que o momento não cabe “quaisquer eventos que envolvam aglomeração de pessoas”

Zema recusa Copa América em Minas: “não é prudente”
Foto: Pedro Gontijo/Imprensa MG

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) se mostrou contrário à realização dos jogos da Copa América no estado. Em mensagem à imprensa, Zema disse que “não considera prudente a realização de quaisquer eventos que envolvam aglomeração de pessoas”. “Neste momento, toda a população, mesmo a vacinada, precisa seguir as medidas de prevenção”, afirmou, por meio de comunicado veiculado pelo site G1.

“Os jogos atualmente realizados em Minas Gerais só são possíveis sem a presença de público. Além disso, a presença das delegações internacionais demandaria esquemas especiais de segurança e sanitários para evitar riscos de aglomeração ou contágio”, acrescentou o governador.

Nesta segunda-feira, 31, a Conmebol anunciou que a próxima edição da Copa América será disputada no Brasil. As datas permanecem as mesmas – 11 de junho a 10 de julho -, mas as sedes ainda serão divulgadas. O Brasil se torna sede da Copa América depois das desistências de Colômbia (problemas internos) e Argentina (pandemia) e teve como principal argumento o fato de possuir estádios em boas condições, apesar de estarem ociosos.

Em um primeiro momento, o Brasil não era uma opção, por causa da disputa simultânea do Campeonato Brasileiro. Chile, Estados Unidos e até Israel surgiam como alternativas para ‘salvar’ a competição, que vai pagar US$ 4 milhões (R$ 20,8 milhões) e mais US$ 10 milhões (R$ 52,2 milhões) para o selecionado campeão.

A Conmebol e a CBF fizeram uma consulta ao governo federal e receberam autorização para a realização da Copa América no País.

Nada certo

Contudo, o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, afirmou nesta segunda-feira que a condição estabelecida pelo governo brasileiro para o Brasil sediar a Copa América deste ano é de os jogos acontecerem sem torcedores nos estádios e que todos os integrantes das delegações serem vacinados. Em entrevista no Palácio do Planalto, Ramos não deu como certo que o País vai receber a competição.

“Caso se realize (a Copa América no Brasil), ele não terá público. No momento são dez times. Já foi acordado com a CBF em reunião por videoconferência de no máximo 65 pessoas por delegação. Todos vacinados. Foi a condição que nós tratamos com a CBF”, disse o ministro.

*Com Estadão Conteúdo