78% da população de rua em Itabira são da própria cidade

Um levantamento feito pela Secretaria de Assistência Social de Itabira mostra que 78% dos desabrigados mapeados são do próprio município, enquanto 22% são de outras cidades. O perfil populacional de pessoas em situação de rua foi desenvolvido pelo Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas), que identifica famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e […]

78% da população de rua em Itabira são da própria cidade
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Um levantamento feito pela Secretaria de Assistência Social de Itabira mostra que 78% dos desabrigados mapeados são do próprio município, enquanto 22% são de outras cidades. O perfil populacional de pessoas em situação de rua foi desenvolvido pelo Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas), que identifica famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social.

Itabira possui atualmente 26 pessoas que estão sendo acompanhadas pela Assistência Social. Conforme as estatísticas, 20 delas são itabiranas. De acordo com a assistente social responsável pelo Seas, Renata Carneiro, o elevado número de itabiranos fora de casa se dá por conflitos familiares. “O objetivo do serviço quando identifica essas questões é tentar mediar o problema e oferecer suporte para que se possa restabelecer os laços familiares”, disse.

Renata também chama a atenção para a importância da aceitação individual para que o auxílio oferecido pelo município possa ser oferecido. “Se a pessoa rejeita a ajuda, nós não podemos obrigá-la a receber. Já tivemos algumas situações em que o próprio assistido rejeitou o acompanhamento”.

Os dados obtidos não incluem os chamados “migrantes”, que são pessoas apenas de passagem pela cidade. Segundo o estudo, 82% dos desalojados são homens, 39% têm de 31 a 40 anos e 56% possuem apenas o ensino fundamental como grau de escolaridade.

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Outro levantamento registrado é sobre os locais de moradia e sobrevivência da população de rua itabirana. A maior parte vive em praças e locais abandonados. As principais fontes de renda são doações, vendas ambulantes e recolhimento de materiais recicláveis.

Apesar de não ter um abrigo para morador de rua, o Seas ressalta que qualquer cidadão em situação de vulnerabilidade pode procurar o programa para que os profissionais da área possam oferecer o atendimento adequado para cada caso. O telefone para contato é o 3839-2537.