Grupo de investidores negocia com proprietários e está próximo de fechar compra do ‘elefante branco’
Prédio que abrigaria conjunto de lojas no Centro de Itabira está com obras paradas há mais de 20 anos

A novela do edifício Center Shopping, popularmente chamado pelos itabiranos de “elefante branco”, pode estar próxima de seu capítulo final. Há um grupo de investidores fazendo contato com todos os proprietários das lojas do prédio para negociar em definitivo a compra da estrutura localizada entre a rua Doutor Sizenando de Barros e a avenida Daniel Jardim de Grisolia, no Centro de Itabira.
O último ato para que a venda em definitivo aconteça será na próxima quarta-feira, 8 de fevereiro, quando o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Itabira (Sinttroita) se reúne com os associados para deliberar sobre a comercialização de seus espaços no prédio. A entidade tem seis salas no Center Shopping e o presidente Cascio Francisco Cota não acredita que haverá dificuldades na aprovação.
“Como presidente, na verdade, eu teria até prerrogativa de fazer o negócio sem consulta alguma. Mas quero fazer uma assembleia para colocar para o associado um processo mais transparente. Mas até pelo andamento e as condições, acaba que não tem outra alternativa. Parece que o único que não assinou o pré-contrato, vamos falar assim, é o sindicato, pois parece que os demais já assinaram o pré-contrato ou uma autorização”, comenta Cascio, que não informou os valores da transação.
A primeira chamada para a assembleia do Sinttroita será às 18h e a segunda convocação às 18h30. De acordo com edital divulgado pelo sindicato, o encontro deliberará sobre “distrato com todos os promissórios compradores do Condomínio Edifício Center Shopping, bem como autorizar o presidente do sindicato assinar a escritura de venda do imóvel”.
Inativo há mais de 20 anos
O Center Shopping começou a ser construído em 1991, pela construtora Itacon Engenharia Ltda. Rapidamente, o edifício que abrigaria um conjunto de lojas ganhou corpo, teve várias áreas comercializadas e chamou atenção pela imponência da estrutura. Seis anos mais tarde, no entanto, a empresa responsável pelos trabalhos apresentou problemas e tudo emperrou.
O edifício tem 8 mil m² de área construída em seis pavimentos, com 76 unidades autônomas entre salas e lojas. A estrutura conta com uma cascata e um terraço com vista panorâmica para grande parte da cidade. A ideia inicial era fazer um cinema no último andar, com praça de alimentação. O prédio conta, inclusive, com estacionamento subterrâneo.