A pedido da Polícia Federal, UFMG desenvolve nova tecnologia de identificação de digitais
Demandado pela PF, trabalho resultou em novo equipamento óptico e pó revelador que não trazem riscos à saúde de quem os manipula
Pesquisadores do Departamento de Física, do Instituto de Ciências Exatas, desenvolveram novas tecnologias que tornam mais eficiente o processo de identificação de digitais – ou papilares – em investigações policiais. O projeto teve início há cerca de dois anos a partir de demanda da Polícia Federal, que buscava alternativas mais acessíveis e eficientes às técnicas utilizadas em investigações de crimes. O resultado foi divulgado no final do mês de maio.
A parceria deu origem a duas tecnologias: a primeira é um equipamento óptico criado para substituir o atual utilizado pela Polícia, que, por conta de seu alto custo (125 mil dólares), é o único em Minas Gerais – há apenas quatro em operação no país. Diferentemente do modelo convencional, o protótipo desenvolvido na UFMG não traz riscos à saúde de quem os manipula. Por meio da utilização de um LED azul, ele é capaz de identificar digitais em superfícies lisas (como cartuchos utilizados em armas).


