Encenação da Paixão de Cristo mantém tradição da Semana Santa. VEJA FOTOS!
Itabira vem celebrando, com fé e tradição, as missas, procissões, confissões e demais rituais da Semana Santa. Na noite desta sexta-feira, 19 de abril, uma tradição que já atinge 49 anos foi mais uma vez vivenciada: o espetáculo de Encenação da Paixão e Morte de Jesus Cristo. O teatro foi apresentado pelo grupo de teatro […]

Itabira vem celebrando, com fé e tradição, as missas, procissões, confissões e demais rituais da Semana Santa. Na noite desta sexta-feira, 19 de abril, uma tradição que já atinge 49 anos foi mais uma vez vivenciada: o espetáculo de Encenação da Paixão e Morte de Jesus Cristo.
O teatro foi apresentado pelo grupo de teatro Quadro Vivo, no adro da Igreja Nossa Senhora de Fátima, na Vila Amélia. Ano após ano, católicos se reúnem no bairro, sempre na Sexta-feira Santa, para a encenação da Paixão de Cristo.
Dezenas de pessoas, entre coordenadores, colaboradores e atores principais e coadjuvantes, estiveram envolvidos com o teatro. A encenação, que vai desde a cena da instituição da Eucaristia (Quinta-feira Santa) até a ressurreição (Domingo de Páscoa), reuniu centenas de pessoas.
O teatro acontece desde 1970, quando foi elaborado pela primeira vez pelo ex-padre José Ivanir Américo e pelo grupo de jovens da época. Atualmente, é preparado pela Associação Comunitária do bairro Vila Amélia e conta com participação de moradores da comunidade e de outros bairros. Por muito tempo José Ivanir narrou a encenação da paixão e morte de Cristo, mas por motivo de enfermidade ficou os últimos três anos afastado, retornando as atividades em 2016.
Thales Barcelos, participa há 14 anos da encenação. Ele já interpretou diferentes personagens, já foi soldado, apóstolo, e há quatro interpreta Jesus. “Aqui somos todos moradores da comunidade, não tem atores. O que fazemos é levar a palavra de Deus através dessa encenação. Por mais que a peça pareça ser a mesma todos os anos, é sempre uma emoção diferente. Deus sempre acha uma forma de tocar em nossos corações e é isso que a gente tenta passar para as pessoas”, comentou.
Margareth Silva participa do Quadro Vivo há pelo menos 14 anos. Ela interpretou Maria. “É muito emocionante fazer o papel da mãe de Cristo. Não tenho palavras para falar. É muito especial viver essa experiência de Maria como mulher, como pessoa. É muita dor que ela passou. Sinto aquela dor como se fosse minha. Só de falar me dá vontade de chorar. Ela sabia, quando Ele nasceu, que Ele passaria por tudo isso. Mas ela não o rejeitou, seguiu em frente”, disse.
Thales Barcelos citou ainda as dificuldades do grupo em angariar recursos. Ele fez um apelo para que no próximo ano, quando a encenação completa 50 anos ininterruptos, haja mais apoio e investimento na cultura. “Estamos encarando uma crise financeira, como todos sabem, então não conseguimos muito apoio e incentivos. Quero até deixar aqui um apelo para que voltem a investir na cultura da cidade e nos apoiem a manter esse teatro”, concluiu.
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