Diretora não vê participação de alunos do Premem em ameaças de ataques à escola
Os alunos da Escola Estadual Trajando Procópio Alvarenga Silva Monteiro (Premem) envolvidos em denúncia de suposto planejamento para um ataque à escola serão expulsos da instituição, segundo a diretora, Marlucy Faria. A coordenadora tomou a decisão mesmo defendendo que os dois adolescentes, de 14 e 15 anos, não tenham participado diretamente das ameaças proferidas em […]

Os alunos da Escola Estadual Trajando Procópio Alvarenga Silva Monteiro (Premem) envolvidos em denúncia de suposto planejamento para um ataque à escola serão expulsos da instituição, segundo a diretora, Marlucy Faria. A coordenadora tomou a decisão mesmo defendendo que os dois adolescentes, de 14 e 15 anos, não tenham participado diretamente das ameaças proferidas em um grupo de WhatsApp. Ambos foram apreendidos pela Polícia Militar na última sexta-feira, 19.
Apesar do ocorrido, as aulas nesta segunda-feira, 22, ocorreram normalmente e continuarão seguindo o cronograma de atividades ao longo da semana. Policiais Militares estão fazendo parte da rotina da escola e irão permanecer no local para acompanhamento do caso até o final deste mês.
Em entrevista a DeFato Online, a diretora da escola há oito anos, Marlucy Faria, contou que está envolvida no caso desde a quarta-feira,17, e que a informação do suposto ataque chegou até ela por meio de uma estudante do turno da tarde. Segundo Marlucy, a adolescente comentou que estava preocupada com as pessoas desconhecidas que estavam entrando em um grupo criado para discussões escolares e postando mensagens sobre terrorismo, esquartejamento e armas de fogo.
“Esses estranhos começaram a ameaçar dizendo que iriam até a escola fazer o massacre. A turma toda ficou assustada, mas nenhum aluno disse que iria fazer o massacre. Foram pessoas de fora, de outras cidades e que a polícia está atrás”, argumenta a diretora.
De acordo com Marlucy, os alunos eram administradores do grupo e o erro cometido por eles foi ter disponibilizado um link nas redes sociais, via Facebook, que dá acesso a qualquer pessoa, sendo que a ferramenta era restrita para uso escolar dos alunos da turma. “Pessoas do Brasil todo começaram a entrar no grupo, falando palavrões com as meninas e termos pejorativos”, relata.

A diretora explica que a expulsão foi a penalidade decidida pela instituição diante da divulgação do link privado. “Os dois não tinham autoridade e autonomia para fazer o que fizeram porque são 20 turmas à tarde e de manhã, além das 15 turmas à noite e todas possuem um grupo. Eles não tinham essa liberdade de deixar qualquer um entrar”, completa.
Marlucy ainda ressalta que os alunos da escola, em geral, possuem bons rendimentos e foi a primeira situação desse tipo ocorrida no Premem.
Insegurança
Uma mãe de aluna, que preferiu não ser identificada, conta que não teve coragem de mandar a filha para as aulas nesta segunda, 22. Segundo ela, a adolescente que cursa a sétima série chegou em casa assustada e contando o episódio. “Liguei na escola e eles me falaram que posso falar para ele ir amanhã. Hoje estou tranquila porque ela não foi, amanhã vou ficar apreensiva. Espero que realmente esteja tudo bem”, disse.
Procurada por DeFato Online para detalhes sobre as investigações, a Polícia Civil de Itabira respondeu que apenas na quarta-feira, 24, poderá comentar sobre o caso.