Instituto Igualdade Transformação e Inovação Social inaugura nova sede em Itabira

Com o objetivo de criar um núcleo cooperativo de trabalho focado no empreendedorismo e economia solidária em Itabira, o Instituto Igualdade Transformação e Inovação Social (ITI) inaugurou na tarde desta sexta-feira, 15 de março, a nova sede onde serão realizadas as atividades do projeto “Capacitação em Costura, Artesanato Sustentável e Bordado”, oferecido em parceria com […]

Instituto Igualdade Transformação e Inovação Social inaugura nova sede em Itabira
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Com o objetivo de criar um núcleo cooperativo de trabalho focado no empreendedorismo e economia solidária em Itabira, o Instituto Igualdade Transformação e Inovação Social (ITI) inaugurou na tarde desta sexta-feira, 15 de março, a nova sede onde serão realizadas as atividades do projeto “Capacitação em Costura, Artesanato Sustentável e Bordado”, oferecido em parceria com a Prefeitura de Itabira.

A capacitação tem carga horária de 280 horas/ aula de técnicas em costura, trabalhos manuais, bordado, artesanato sustentável, design e criatividade, aulas complementares e empreendedorismo e cooperativismo, e é direcionada para pessoas em condição de vulnerabilidade social (desempregados e famílias de baixa renda, por exemplo). Foram disponibilizadas 160 vagas. No entanto, em parceria com o projeto Costurando Vidas, idealizado pela promotora Giuliana Talamoni Fonoff, outras 20 vagas foram criadas para a qualificação profissional de mães e mulheres de detentos da Comarca de Itabira. As atividades começam na próxima segunda-feira, 18 de março.

Na oportunidade, o diretor do ITI, estilista Ronaldo Silvestre, agradeceu às parcerias que o ajudam a concretizar o projeto e, principalmente, ressaltou a importância da sua mãe como inspiração na realização da iniciativa. “Minha mãe sustentou 10 filhos como costureira. Eu vivi isso desde criança. Tenho Vontade de propor soluções para gerar emprego e renda para ajudar famílias”, disse o estilista.

“É motivador poder trazer para minha cidade o trabalho que tenho desenvolvido em outras cidades. A expectativa é grande porque em três dias foram preenchidas 80 vagas. E estamos propondo o novo: pelas mãos das mulheres a gente consegue propor soluções para o desemprego, para a crise e para uma série de situações. A gente não para para se perguntar de onde vêm nossas roupas ou quem as produziu. A partir do momento em que começamos a pensar nisso, começamos a entender a realidade do desenvolvimento sustentável”, argumentou.

Durante a inauguração do espaço e celebração da aula inaugural do projeto, o prefeito Ronaldo Magalhães conversou com as alunas e professores. O chefe do Executivo aprovou as instalações e materiais utilizados no curso. Além disso, destacou a contribuição social e econômica do programa para o município.

“Estamos em um momento difícil para o social no Brasil e em Itabira não é diferente. Esse projeto é uma oportunidade das alunas estarem aprendendo uma profissão e ter uma renda familiar”, disse o prefeito. Em sua fala o prefeito, ainda, ressaltou que a prefeitura dará total apoio para que a iniciativa tenha sucesso”, declarou Ronaldo Magalhães.

Econômico e social

Armelinda dos Santos Silva, costureira e itabirana, viu no projeto uma oportunidade de profissionalizar na área e aperfeiçoar o ofício de que tanto gosta. “Eu já fiz aula com eles, e foi muito bom. A expectativa é continuar até o final porque da outra vez eu não faltei em nenhuma”, conta Armelinda. Apesar de estar preocupada com os recursos financeiros necessários para o transporte para frequentar às aulas, a aluna do curso disse que está animada para começar as atividades.

Já para a também itabirana, Elizabeth Teixeira, a oportunidade oferecida pelo projeto é uma forma de complementar a renda e adquirir mais conhecimento sobre artesanato. “Eu pinto tecidos e, agora com meu marido desempregado, aprender mais coisas vai ajudar demais”,explica a artesã.

Na abertura do novo espaço, a promotora de justiça Giuliana Talamoni expressou gratidão aos envolvidos no projeto por terem conseguido iniciar e concretizar a proposta, mesmo enfrentando desafios. Além disso, a representante do ministério público destacou a importância de trabalhar na inserção da parcela da sociedade fragilizada com iniciativas sociais como as do instituto.

 

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