Formandos de Itabira e Belo Horizonte se unem em busca de respostas após calote de empresa

O número de universitários de Itabira e Belo Horizonte que aguardavam ansiosamente por um baile de formatura realizado pela Átria Eventos aumenta cada vez mais. Cerca de 20 comissões que fecharam contrato com a empresa criaram um grupo na rede social Whatsapp para unir as histórias e buscar soluções jurídicas contra o negócio. Na última […]

Formandos de Itabira e Belo Horizonte se unem em busca de respostas após calote de empresa
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O número de universitários de Itabira e Belo Horizonte que aguardavam ansiosamente por um baile de formatura realizado pela Átria Eventos aumenta cada vez mais. Cerca de 20 comissões que fecharam contrato com a empresa criaram um grupo na rede social Whatsapp para unir as histórias e buscar soluções jurídicas contra o negócio. Na última sexta-feira, 17 de maio, a Átria Eventos desapareceu sem efetuar o pagamento dos fornecedores responsáveis pela celebração das faculdades UniBH e Newton Paiva. Os dois calotes somaram cerca de R$ 200 mil e os formandos não tiveram a festa.

Em Itabira, duas comissões do curso de fisioterapia que teriam suas festas em 2020 e 2021  estimam um prejuízo de mais de R$180 mil. Além dos bailes estavam inclusos entres os serviços previstos em contrato o culto ecumênico, a colação de grau, uma viagem para os integrantes da comissão e uma festa chamada de “Meio Formando”, um evento que comemora a conclusão da metade do curso.

Mariely Gonzaga é estudante do 5°período de fisioterapia e faz parte de uma das comissões. De acordo com a jovem, a desconfiança em relação ao profissionalismo da Átria Eventos começou após surgirem boatos, em fevereiro deste ano, sobre uma possível falência. “Quando ficamos sabendo disso entramos em contato com a empresa e logo em seguida eles postaram nas redes sociais uma nota de repúdio aos boatos”, conta a jovem. Depois do episódio, segundo Mariely, a comissão de formatura mesmo com as suspeitas seguiu como combinado em contrato.

No mesmo mês, a turma da estudante receberia a festa de “Meio Formando”  e também seriam acertados os detalhes da viagem para os integrantes da comissão. Porém, devido a troca excessiva de funcionários responsáveis pela organização dos dois serviços, as reuniões para esclarecimentos foram adiadas. “Trocaram de funcionários três vezes e não respondiam aos email. Quando ligamos um atendente empurrava para o outro e ninguém respondia às nossas solicitações”, afirma Mariely. Uma planilha para acompanhamento  dos gastos também foi solicitada para os alunos e nunca enviada.

De acordo com a universitária, ela e os colegas de turma nunca imaginaram que poderiam tomar um calote da Átria Eventos já que era uma empresa conhecida na cidade e responsáveis por diversos bailes de formatura concretizados. “Estamos muito chateados. Sonhamos com isso desde o início do curso e organizamos com muito carinho. Eu me dedico demais a nossa formatura e saber disso foi decepcionante” lamenta Mariely que pesquisou referências sobre a empresa antes de fechar contrato.

O grupo

Fazem parte do grupo criado no WhatsApp 32 alunos, tanto de Itabira quanto de Belo Horizonte, que compartilham diariamente provas sobre a conduta da empresa. Segundo Mariely, todas as comissão foram orientadas a abrir processos separadamente na justiça e ainda fazer o boletim de ocorrência na Polícia Militar .

Além de se sentirem impotentes em relação à situação já que o dinheiro perdido tem poucas chances de ser recuperado, um dos maiores medos dos estudantes que estão se comunicando é a fuga da proprietária da empresa. “ Ela possui cidadania italiana e nunca escondeu de ninguém. Nosso maior medo é ela já estar na Itália a muito tempo e a justiça não ser feita”,conta a estudante.