Hospital Margarida protocola documento na Justiça para contratação de médico

Segundo provedor, entidades manifestaram apoio ao hospital

Hospital Margarida protocola documento na Justiça para contratação de médico
Hospital Margarida, em Monlevade – Foto: Arquivo/DeFato Online

O provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes protocolou junto a Justiça a argumentação da casa de saúde referente ao mandado de segurança que impede a contratação de médico para clínica de urologia.  O caso virou processo judicial após os médicos Getúlio Garcia e Jamilton Dias entrarem com o mandado, alegando que a indicação do profissional pela Administração do hospital fere o regimento interno da instituição. Desta forma a contratação não foi efetivada.

Segundo José Roberto, a argumentação foi simples. “Mostramos os pareceres dos diretores técnico e clínico, atestando que o médico tem competência para realizar os atendimentos. Reforçamos ainda a alta demanda reprimida na região, por meio de documentos”, destacou José Roberto.

Entidades apoiam contratação do médico

Outro ponto destacado pela provedoria do hospital é o apoio de entidades e instituições. Ele citou o Conselho Municipal de Segurança Pública (Cosep), a Secretaria Municipal de Saúde, o Conselho Municipal de Saúde e a Comissão de Saúde da Câmara de João Monlevade. “Isso mostra que existe um conhecimento notório de que a demanda reprimida é enorme”, enfatizou.

A casa de saúde mostrou ainda ofícios reforçando o comprometimento dos municípios da região em arcar com material e medicamento , para assim atender os pacientes que aguardam em listas de esperas para atendimentos referente a urologia. “Em momento algum fomos desrespeitosos. Só não aceitamos a impeditiva do médico entrar. Esperamos agora sensibilizar a justiça, para que a contratação seja efetivada e possamos normalizar gradativamente a situação”, disse o provedor.

Clínica de urologia se manifesta

Uma nota foi publicada pelo advogado Fernando Garcia, que é filho do médico urologista Getúlio Garcia. Nela, Getúlio e Jamilton de Sousa afirmam que há grande possibilidade de aprovação do referido médico para trabalhar junto à clínica, mas que a questão será apreciada de forma autônoma e em tempo hábil, conforme previsto no regimento interno. Para justificar, os médicos citam o  inciso X, do Capítulo I, do Código de Ética Médica: “o trabalho médico não pode ser explorado por terceiros com finalidade política”.

Ainda em trecho na nota, a clínica urológica esclareceu que os casos de urgência e emergência são atendidos prontamente e que os casos eletivos são atendidos conforme agendamento. Ao final do comunicado, os médicos pedem que a Associação São Vicente de Paulo, mantenedora do Hospital Margarida apresente nome alternativo para “reconduzir o Hospital Margarida à normalidade necessária ao exercício da medicina e ao bom atendimento da população”.