Pedágios na BR-381 poderão pesar ainda mais o trânsito na rodovia entre Itabira e Nova Era 

Durante audiência pública realizada nesta quinta, o deputado estadual Léo Portela alertou para a possibilidade de motoristas intensificarem o tráfego no trecho da MGC-120, como rota de fuga aos futuros pedágios 

Pedágios na BR-381 poderão pesar ainda mais o trânsito na rodovia entre Itabira e Nova Era 
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O trecho da MGC 120, que liga a cidade de Itabira a Nova Era, voltou a ser pauta na noite desta quinta-feira (21). Uma audiência pública realizada na Câmara de Itabira pela Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) teve como objetivo discutir a situação de obras inacabadas na rodovia bem como sinalizar os perigos do trecho, que atualmente é o campeão de acidentes na região.

A audiência foi requerida pelo primeiro secretário da Câmara de Itabira, André Viana (Podemos). Durante a audiência, o deputado estadual Léo Portela (PL), presidente da comissão da ALMG, afirmou que uma das maiores preocupações com a MGC-120 é o fato de motoristas passarem pelo trecho como alternativa a BR-381. Com isso, segundo ele, o tráfego de veículos é intensificado de forma desenfreada na rodovia, que não possui estrutura para aguentar o trânsito pesado. Assim, de acordo com o deputado, o número de acidentes no trecho tende a aumentar.

“O problema vai piorar quando finalizarem as obras na BR-381, quando prováveis praças de pedágios serão instaladas. A MGC-120 se tornará rota de fuga para aqueles que desejam fugir dos pedágios. Com isso, o tráfego principalmente de veículos de carga vai aumentar, consequentemente o número de acidentes também”, disse o deputado na audiência.

De acordo com o tenente da Polícia Militar Rodoviária Estadual, Wellington Caldeira, o alerta feito pelo deputado Léo Portela é muito significativo, já que o trecho é responsável pela maior taxa de acidentes da área de cobertura do 12ª Companhia da Polícia Militar Rodoviária (PMR).

“A rodovia não foi construída para essa quantidade de carros. Hoje muitos caminhoneiros que já passam pelo trecho com a justificativa de que gastam menos combustível e que, passando pela MGC- 120, é possível preservar a manutenção dos veículos porque o trecho é menos tortuoso do que o da BR-381. Além do mais, muitos motoristas são imprudentes na rodovia, que há pouquíssimos encostamentos e inviabiliza a ultrapassagem”, esclarece o tenente.

Ademais, o tenente Caldeira ainda explicou que essa previsão negativa para o trecho pode continuar prejudicando outros municípios, além de Itabira e Nova Era, como São Gonçalo do Rio Abaixo e Bom Jesus do Amparo.

Encaminhamentos

Como resultado, quatro requerimentos foram encaminhados às autoridades competentes para gerar respostas imediatas aos problemas relatados. Todos os documentos oficiais foram assinados pelo próprio deputado Léo Portela e também pelo deputado estadual Tito Torres.

O primeiro deles solicita uma visita técnica ao Governador do estado para discutir a realização de intervenções e melhorias na balança rodoviária e na sinalização da MGC-120, no trecho entre Itabira e Nova Era. Segundo o deputado Léo Portela, assim que o Governador atender a este requerimento, os vereadores serão convocados para participar da visita e cobrar soluções.

Encaminhado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o segundo requerimento pede um estudo de viabilidade da privatização da BR-381, já que com tal realização a MGC-120 será utilizada como rota de fuga para caminhões tentarem burlar as praças de pedágio que serão implementadas após obras de duplicação.

Já o terceiro documento pede providências ao secretário do estado de infraestrutura e mobilidade para que sejam agilizadas as negociações para a implementação dos trevos rodoviários do no João XXIII e Itabiruçu.

Por fim, o último requerimento pede providências ao Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (Deer-MG) para que seja realizado o fundo de viabilidade para melhorias também na MGC- 120, no trecho entre Itabira e Nova Era, tais como a implantação de acostamentos, radares e estacionamentos para caminhões dentre outras medidas.