Polícia Civil quer retomada da emissão de identidades em Monlevade
Delegado afirma que se Câmara transferir equipamentos e mantiver custeio dos servidores, o serviço será retomado na delegacia, que não fechou as portas para atendimento ao público
A emissão de carteiras de identidade está paralisada em João Monlevade. O motivo é que a Câmara de Vereadores mantém restrição de acesso do público, devido a pandemia do coronavírus. Outros serviços públicos continuam em funcionamento, como secretarias municipais e as polícias Militar e Civil. E justamente pela 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil (4ª DRPC) em João Monlevade manter os serviços de investigação e administrativos, o delegado chefe, Paulo Tavares, critica a falta de acesso do cidadão ao Legislativo.
Segundo Paulo Tavares, caso a Câmara mantenha o convênio assinado junto ao Governo do Estado, que é de custear os servidores necessários para manter a emissão, e ceder os equipamentos que foram adquiridos com dinheiro público, a delegacia está apta em sediar o Posto de Identificação. Ainda segundo o delegado, não é aceitável a justificativa de se fechar o posto devido à pandemia do coronavírus, pois o atendimento é feito mediante agendamento, o que impede aglomerações. “É um absurdo que o cidadão esteja impedido de ter o serviço, porque a Câmara, casa do povo e que trabalha para ele, está de portas fechadas. No entanto, já estamos em contato com a chefia do setor, em Belo Horizonte, para as medidas cabíveis”, afirmou.
Câmara Municipal
Conforme informado no site da Câmara de Vereadores, o Posto de Identificação permanece com o serviço suspenso. O setor realiza apenas serviço interno e atendimento por telefone. Contudo, a permanência do Posto de Identificação na Câmara de Vereadores, rende polêmica, em especial na presidência do vereador leles Pontes (Republicanos).
No início do ano, durante reunião ordinária, Leles deixou claro que a Câmara presta o serviço cedendo servidores e maquinário, mas que “a carga está muito pesada”. O presidente ainda enfatizou que levando a emissão de identidades para a delegacia, o Legislativo cederia tudo. “Estamos dispostos a melhorar também, tanto que no final do ano autorizei mais servidores para capacitação. Mas o Governo do Estado quer jogar tudo para os municípios”, afirmou Leles.
À época, Paulo Tavares se posicionou. “A emissão de identidades não é favor da Câmara ao Estado ou à Polícia Civil, mas sim um dever para com o cidadão”, explicou. Ainda em sua fala, o delegado regional enfatizou sobre o baixo quantitativo policial. “É notório que temos defasagem de pessoal e que com o serviço de Identidade sendo prestado pela Câmara ao cidadão, nossos investigadores podem se dedicar à elucidação de crimes ao invés de serviços administrativos. Isso é comprovado pela queda no índice de violência em João Monlevade e região. Mas caso o fardo esteja pesado para a Câmara, vamos traçar novo planejamento”, finalizou o delegado.




