Covid-19: Estados aumentam gastos com aulas remotas
Embora a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) tenha obrigado as redes de ensino a suspenderem as aulas presenciais – e que poderia resultar, na teoria, na redução de gastos -, o que se constata é o efeito contrário.
Embora a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) tenha obrigado as redes de ensino a suspenderem as aulas presenciais – e que poderia resultar, na teoria, na redução de gastos -, o que se constata é o efeito contrário. Segundo o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), os estados vêm gastando mais em aulas remotas e outras ações durante a crise sanitária.
O conselho emitiu recentemente uma nota técnica expondo um cenário preocupante diante da “retração significativa do gasto público com a educação no país em 2020”. De acordo com a entidade, o que tem se observado é a queda nas arrecadações estaduais, valor que representa algo próximo de R$ 20 bilhões a menos de recursos para a área, e a necessidade de ofertar novas soluções de ensino não presencial que, até o momento, somam R$ 1,9 bilhão.
O Consed argumenta que estados estão tendo despesas não previstas no início do ano letivo, como a oferta de ensino remoto realizadas por meio da tecnologia e o envio de materiais didáticos; como a segurança alimentar dos alunos; com a formação de professores para o ensino remoto; com a elaboração de materiais e guias informativos; e com a compra de materiais higiênicos para enfrentar o vírus, como álcool e máscaras. As secretarias estimam que esses gastos cheguem a R$ 1,9 bilhão.


