Os gurus digitais que criam os filhos sem telas
Quando escolas procuravam introduzir o uso de tecnologias nas salas de aula — e que até a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estimula esse trabalho dentro das competências gerais e específicas —, é surpreendente saber que uma escola particular em Palo Alto, coração do Vale do Sicílio (Estados Unidos), as telas só chegam para os […].
Quando escolas procuravam introduzir o uso de tecnologias nas salas de aula — e que até a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estimula esse trabalho dentro das competências gerais e específicas —, é surpreendente saber que uma escola particular em Palo Alto, coração do Vale do Sicílio (Estados Unidos), as telas só chegam para os estudantes quando eles estão ensino médio. Bom, isso era até antes da pandemia do novo coronavírus.
Quando as aulas eram ainda presenciais, os filhos de administradores da Apple, Google e outras empresas tecnológicas de peso eram ensinados “à moda antiga”. Nenhum trabalho sai de uma impressora, os livros didáticos são as próprias crianças que elaboram à mão.
Pierre Laurent, pai de três filhos e engenheiro de computação que trabalhou na Microsoft, na Intel e que preside o conselho da escola, defende que o aprendizado é a emoção. “Criatividade é algo essencialmente humano. Se você coloca uma tela diante de uma criança pequena, você limita suas habilidades motoras, sua tendência a se expandir, sua capacidade de concentração”, diz.


