Colégios de elite de São Paulo carecem de programas de inclusão racial
Matéria divulgada nesta semana pelo El PAÍS Brasil mostra que muitos colégios de elite de São Paulo possuem poucos programas de inclusão racial para professores e estudantes.
Matéria divulgada nesta semana pelo El PAÍS Brasil mostra que muitos colégios de elite de São Paulo possuem poucos programas de inclusão racial para professores e estudantes. “Tem. Mas são poucos”. Foi assim que diretores desses colégios responderam à pergunta sobre a quantidade de alunos e professores negros na instituição.
“Temos professores negros, mas não é grande o percentual”, admite Luciana Fevorini ao jornal, diretora do colégio Equipe, na zona oeste de São Paulo, reconhecida por seu perfil progressista. “Isso nunca foi critério de seleção, mas talvez agora tenha que ser”, reconhece. Ela também admite não saber quantos são os alunos negros na escola, cuja mensalidade varia em torno de 2.500 reais, e que não há uma política ampla de concessão de bolsas de estudo.
Em outras instituições privadas da cidade, a história se repete. No Colégio Gracinha, cuja mensalidade custa de 3.500 a 4.000 reais, a diretora-pedagógica, Lígia Augusta Mori, diz que não há muitos alunos negros.


