EUA: mudança nas regras migratórias deixa estudantes estrangeiros inseguros
Centenas de milhares de estudantes estrangeiros nas universidades e colégios dos Estados Unidos amanheceram na terça-feira (7) sem saber se poderão continuar com suas vidas no próximo ano letivo, que começa em setembro.
Centenas de milhares de estudantes estrangeiros nas universidades e colégios dos Estados Unidos amanheceram na terça-feira (7) sem saber se poderão continuar com suas vidas no próximo ano letivo, que começa em setembro.
Segundo uma circular publicada de surpresa na segunda-feira (6) pelo Departamento de Imigração, eles precisarão ir embora do país se as aulas forem apenas on-line. Mais ainda, se tiverem aulas presenciais no ano que vem, e em algum momento passarem ao modo remoto, também terão que deixar o país, sob pena de serem deportados. Numa nação com mais de 5.000 centros de ensino superior e mais de um milhão de alunos internacionais, a quantidade de casos abrangidos é infinita, e a incerteza é total.
“É incrível que, numa situação já por si só de tanta incerteza, se faça uma política tão agressiva”, afirma, de Barcelona, Jaume Vives, doutorando do MIT. Em março, ele havia renovado por um ano seu aluguel em Boston, que divide com dois colegas. Naquele mês, com o começo da pandemia, a universidade transferiu todas as aulas para a Internet e pediu aos alunos que voltassem às suas cidades. Vives planejava regressar aos EUA em agosto. Afirma que o MIT está oferecendo muitas facilidades, mas mesmo assim não sabe nem mesmo se for poderá entrar novamente nos EUA: “A incerteza se estende a todo o próximo ano letivo. Muitas universidades fizeram planos de estudos em que só se pode ficar um semestre no campus”.


