Após Justiça proibir volta às aulas no Rio, escolas preveem demissões

A Justiça suspendeu na quinta-feira (06) o decreto do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que permitia a reabertura de escolas privadas para aulas presenciais no município.

A Justiça suspendeu na quinta-feira (06) o decreto do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que permitia a reabertura de escolas privadas para aulas presenciais no município. O desembargador Peterson Barroso Simão, da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) estipulou multa diária de R$10 mil ao prefeito em caso de descumprimento. O decreto, de 22 de julho, autorizava escolas particulares a reabrirem, de forma voluntária, para turmas do 4º, 5º, 8º e 9º anos. A autorização valia desde 1º de agosto, e, nesta semana, sete escolas já haviam reaberto, seguindo o protocolo de segurança, como distanciamento de mesas e aferição de temperatura na entrada.
A decisão pode gerar uma onda de demissões nas creches a partir da semana que vem. A expectativa era que a reabertura dos estabelecimentos de educação infantil fosse autorizada na fase 6 do plano de retomada do município, previsto para dia 16. De acordo com a presidente da Associação Brasileira de Educação Infantil (Asbrei), Celia Moreno Maia, as creches particulares já perderam, em média, 50% dos alunos durante a pandemia e a expectativa é que 70% das 1.856 unidades não voltem a abrir as portas após a pandemia.

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