Tenente do Corpo de Bombeiros reforça preocupação com queimadas em Itabira

Período quente e de ar seco é propício para a acentuação do problema

Tenente do Corpo de Bombeiros reforça preocupação com queimadas em Itabira
Foto: Divulgação

Os danos causados no Pantanal devido ao grande número de queimadas registradas neste ano despertaram um debate importante sobre desmatamento e descaso com a natureza. Em Itabira, a situação também é complicada. O alto número de áreas que pegam fogo na cidade neste período preocupa o Corpo de Bombeiros. Nessa época, as altas temperaturas, estiagem e o ar seco são motores para incêndios, que podem ser causados de forma natural ou criminosamente. 

De acordo com estatísticas do 6º Pelotão do Corpo de Bombeiros de Itabira, só no ano passado, entre abril e outubro, foram registradas 139 queimadas na região. E o pior: a maioria delas criminosas. Segundo o tenente Marlon Pinho Medeiros de Aguiar, o principal causador do problema é a limpeza inadequada de lotes vagos.

“Geralmente a gente tem muita queimada em lote vago, as pessoas não limpam apropriadamente os terrenos, deixam com muito mato alto e sujo. Assim provocam a queima pra fazer limpeza. Porém, elas acabam perdendo o controle do fogo e isso piora a qualidade de vida de todo mundo”, relata.

Sobre esta situação em si, o tenente Medeiros salienta que é possível promover essa limpeza sem degradar o meio ambiente. Ele dá dicas sobre como realizar a prática da maneira correta.

“Entre março e abril, quando está terminando o período chuvoso e se iniciando o período de estiagem, a pessoa pode fazer uma limpeza prévia do terreno, realizando apenas a manutenção depois. Fazendo essa limpeza, evitando que o mato fique alto e o lote sujo, já ajuda muito, porque sem ter o material combustível não há o que queimar” orienta.

Além das ações preventivas na área urbana,  o tenente também destaca a importância de moradores da zona rural fazerem a limpeza dos aceiros, vegetação geralmente encontrada em frente aos terrenos. A medida é fundamental para que, em caso de incêndio, a propriedade não seja atingida.

Conforme dito pelo tenente Medeiros, o Corpo de Bombeiros da região já chegou a registrar 15 casos de incêndio simultâneos em Itabira, uma demanda impossível de ser atendida pela instituição. Para evitar estes e outros transtornos, ele garante que, além da punição, a aposta deve ser na conscientização dos itabiranos.

“Para reduzir esse número, o principal são as campanhas de educação, porque por meio dela a gente transforma a sociedade como um todo. As punições também são fundamentais, mas o mais importante são as ações preventivas. Conscientizando a população quanto à limpeza dos lotes e dos aceiros, diminui-se bastante a incidência”, conclui.

Uma oportunidade para isso será a reunião ordinária, a ser realizada no dia 29 de setembro. A convite do vereador Luciano Sobrinho, o tenente Medeiros falará sobre incêndios, afogamentos e outros temas importantes.

Crime

O Batalhão de Polícia Miltar de Meio Ambiente de Guanhães divulgou um comunicado reforçando as graves consequências das queimadas. Além disso, a corporação destacou como a população, por meio de denúncias, pode contribuir no combate aos incêndios. Ademais, a PM também alerta que provocar queimadas é crime, previsto em lei e sujeito a prisão ou multas.

Foto: Divulgação