Corpo de Bombeiros avalia casos de afogamentos na região e alerta a população

Morte de jovem ocorrida ontem é um dos inúmeros registros em Itabira e localidades vizinhas

Corpo de Bombeiros avalia casos de afogamentos na região e alerta a população

O falecimento de um jovem de 18 anos ocorrido ontem (13) na Cachoeira Alta, em Ipoema, traz o alerta sobre afogamentos na região. Cercado de belezas naturais, com cachoeiras, rios e lagos, Itabira e municípios vizinhos enfrentam muitos problemas relativos ao tema, principalmente nas épocas mais quentes. O tenente Marlon Pinho Medeiros de Aguiar, do 6° Pelotão do Corpo de Bombeiros em Itabira, faz um panorama atual de como evitar tragédias como a ocorrida no fim de semana.

De acordo com o tenente Medeiros, a incidência de afogamentos na região é alta. Neste ano, por exemplo, há registros de vítimas na represa do Peti, em São Gonçalo do Rio Abaixo; na barragem Santana, em Itabira; e em uma cachoeira do Rio Piracicaba. 

Com a chegada do calor, a procura por estes locais tende a se intensificar, já que muitos grupos desejam se divertir ou simplesmente se refrescar. Por atender 18 cidades e distritos, além de Itabira, o 6º Pelotão do Corpo de Bombeiros pede o apoio da população para que os afogamentos possam ser evitados.

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Dicas 

Segundo tenente Medeiros, as principais dicas são: não ingerir bebidas alcoólicas nas proximidades destes locais, ter sempre um objeto flutuante por perto, não entrar em lugares desconhecidos e, em caso de afogamento, ligar para o 193 o mais rápido possível. Além do mais, o militar também chama atenção para outra situação recorrente que deve ser evitada.

“É comum que uma pessoa esteja se afogando e outro indivíduo entre na água e tente resgatá-la. Mas o recomendado é jogar uma corda ou algum objeto flutuante disponível e arrastá-la para a margem. Mesmo que a pessoa esteja bem, recomendamos ligar para o socorro especializado para que a gente preste um atendimento”, explica.

Donos de balneários

Além dos usuários, tenente Medeiros também deixou um recado aos donos de pousadas, sítios e outros tipos de propriedades que possuem cachoeiras, lagos, entre outros. “É importante, sempre que possível, deixar um guarda vidas no local para fazer a prevenção aquática. Num princípio de afogamento, uma pessoa bem treinada consegue fazer a intervenção até a chegada do socorro, e isso é fundamental para a prevenção de casos”, recomenda.

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