Retirada do projeto relativo ao 13° salário e pagamento do 1/3 de férias não soa bem entre vereadores
Assunto foi tratado por alguns vereadores na reunião desta quarta-feira (2)
O projeto relativo ao pagamento de 1/3 do salário aos vereadores, durante o período de férias e 13° salário não será votado neste momento. Isso pois, na última terça-feira (1), uma nota de esclarecimento foi publicada pelo presidente da Casa, Leles Pontes (Republicanos), que retirou o projeto de pauta, por ventura da pandemia. No entanto, o documento havia sido assinado por alguns representantes do povo na semana anterior, e a retirada de forma repentina não foi bem vista por alguns.
O vereador Toninho Eletricista (PTB) foi o primeiro a posicionar-se na tribuna da Casa. De acordo com o representante do povo, ele colocou a assinatura no documento e disse não ter pressionado ninguém para tirar o projeto de votação.
“Eu tenho transparência e trabalho no município. Onde eu coloco minha assinatura, eu não volto atrás. Se foi retirado, não foi por minha pressão. É o direito da imprensa e do cidadão exigir que diminuísse o salário do vereador. Não existe pressão minha aqui. O momento não é favorável para essa votação? Com certeza não”, ressaltou um dos representantes do povo.
Soou mal
O vereador Antônio Carvalho Fraga (Democratas), conhecido como Lelê do Fraga, disse que o presidente deveria ter sido pensado antes de colocar o projeto em pauta.
“Nós assinamos em uma semana, na outra tira da pauta? Ficamos ruins na fita. Eu tenho coragem, assumo responsabilidade e não tiro a minha assinatura. Todo mundo sabe que não é o momento certo, mas já que é nosso direito, eu tinha assinado”, enfatizou Lelê.
Em seguida, o presidente da Câmara, Leles Pontes, destacou que conversou com alguns vereadores e entidades para chegar na decisão de retirar o projeto de votação. Todavia, destacou que se for decisão majoritária do plenário, ele volta com o projeto. De imediato, Lelê finalizou dizendo que já está feito e não tem mais o que voltar atrás.
Mais um contra a retirada
O Pastor Carlinhos (PL) disse que respeita quem não assinou o projeto, mas quem assinou também. Segundo ele, o momento está difícil por causa da pandemia. A questão orçamentária está tranquila, tendo dinheiro para todas as prefeituras e todos os hospitais.
O exemplo que o Pastor cita é do Hospital Margarida, que recebia um valor aproximado de quase R$700 mil mensais, totalizando mais de R$7 milhões, e poucos leitos foram utilizados. Para finalizar, o vereador ressalta que o mais importante é a consciência que nada ilegal foi feito na assinatura e no projeto: “Não temos bando de ladrões aqui não. Todos procuraram exercer o mandato da melhor forma possível”, disse enfático.
Experiente
Com 24 anos na Câmara, Sinval Dias (PSDB) ressaltou que todos tem que estarem preparados para as consequências que são demandadas da imprensa e do povo.
“Querer manifestar é democracia, é justo. Agora, a pessoa quando vem para esta casa e tem medo de manifestação, eu acho que ela não está preparada para frequentar este lugar do povo. Tem que ter opinião formada para representar o povo. Se formos trabalhar tendo medo de uma publicação no jornal ou fala de alguém, não estando tendo capacidade naquele momento”, finalizou Sinval.




