Aprendizagem pode retroceder até 4 anos sem aulas presenciais, diz estudo da FGV
Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a Fundação Lemann, aponta que a aprendizagem dos estudantes brasileiros pode retroceder até 4 anos devido à suspensão das aulas presenciais durante a pandemia da covid-19, com o agravante da dificuldade de acesso ao ensino remoto.
Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a Fundação Lemann, aponta que a aprendizagem dos estudantes brasileiros pode retroceder até 4 anos devido à suspensão das aulas presenciais durante a pandemia da covid-19, com o agravante da dificuldade de acesso ao ensino remoto.
A situação é mais grave entre alunos negros e alunos com mães que não chegaram a concluir o ensino fundamental. Esse é o pior cenário, que considera que os alunos não teriam aprendido durante o período do ensino remoto.
Assim, a partir dos dados do Saeb, o estudo simulou uma perda equivalente ao retorno à proficiência brasileira na avaliação de 4 anos atrás em língua portuguesa e de 3 anos em matemática, do 5º ao 9º ano do ensino fundamental. Em uma estimativa intermediária, o retrocesso seria de 3 anos, ainda com base nos dados do Saeb.


