Chuva chega ao litoral carioca e deixa mortos em Angra dos Reis e Paraty

Pelo menos 16 pessoas morreram. Em Paraty, um deslizamento de terra matou 7 pessoas da mesma família. Outras 8 pessoas morreram em Angra

Chuva chega ao litoral carioca e deixa mortos em Angra dos Reis e Paraty
Deslizamento atinge casas e deixa moradores soterrados em Angra dos Reis. Foto: Reprodução / Redes sociais

A manhã desse domingo (3) é muito trabalho para o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. Desde o começo da semana, os cariocas sofrem com as chuvas que atingiram o estado. Porém, após o temporal dos últimos dois dias, 16 mortes já foram confirmadas no litoral do Rio de Janeiro.

Segundo a Defesa Civil, ao menos dez pessoas ainda são procuradas em Angra dos Reis, que sofreu a pior chuva da história. As buscas se concentram na região de Monsuaba e em Ilha Grande. Também foram confirmadas oito mortes no município. Em Paraty, sete pessoas morreram, todas da mesma família. Um óbito ocorreu em Mesquita, na Região Metropolitana do Rio, onde um homem foi eletrocutado durante a enchente.

As chuvas que atingiram o estado foram causadas por acúmulo de umidade na região litorânea, conhecida como Costa Verde. O governador Cláudio Castro criou um gabinete de crise, com a participação de várias secretárias.

Recorde de chuvas

Angra dos Reis nunca havia registrado um volume de chuva tão alto em apenas 48 horas. A prefeitura registrou índices recorde: 655 mm na área que fica no continente e 592 mm na Ilha Grande, que também faz parte de Angra. O Corpo de Bombeiros informou ter resgatado ao menos cinco pessoas com vida. Seis grupamentos da corporação e agentes da Defesa Civil trabalham nas buscas pelos desaparecidos.

Cidades da Baixada Fluminense também registraram alagamentos. A Prefeitura de Nova Iguaçu afirmou que a cidade recebeu 141 mm de chuva apenas no bairro Moquetá, o que equivale a 148% da média de chuva do mês de abril. O Hospital Estadual Ricardo Cruz, inaugurado há um ano, ficou inundado.

A tendência para o domingo (3) ainda é de chuva persistente, moderada a forte, em todas as áreas do sul do Estado. O risco de escorregamento de encostas segue bastante elevado devido aos volumes de chuva expressivos. As condições são de alerta máximo para temporais na Costa Verde.