Prefeitura e Sintsepmi começam a negociar acordo coletivo

Discussões sobe acordo coletivo acontece na Prefeitura de Itabira

Prefeitura e Sintsepmi começam a negociar acordo coletivo

O Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi) e a Prefeitura começam a discutir nesta quinta-feira, 30 de março, o acordo coletivo da categoria. A pedida é de 24,44% de reajuste, além de ampliação de cláusulas sociais. Os valores, no entanto, deverão ser alvo de contraproposta por parte do Executivo. Em entrevista na Câmara, o vereador Allaim Gomes (PDT), líder do governo, avisou que o prefeito Ronaldo Magalhães (PTB) não fará promessas que não poderão ser cumpridas.

A equipe de negociação da Prefeitura terá o chefe de Gabinete Gustavo Milânio, e os secretários Ilton Magalhães (Governo), Deoclécio Fonseca Mafra (Administração), Geraldo Rubens Pereira (Planejamento e Gestão) e Marcos Alvarenga Duarte (Fazenda). Eles sentam à mesa com a presidente do sindicato, Priscila Miranda, e outros diretores da entidade.

Os servidores pedem aumento salarial de 24,44%, sendo 7% de reposição da inflação (ente 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2016) e 17,44% correspondente à recomposição das perdas salariais dos últimos anos. A classe também reivindica ampliação do cartão-alimentação dos atuais R$ 190,60 para R$ 409,68, baseado na lei municipal de 16 de junho de 2009, que estipula que o valor do benefício seja igual ao preço da cesta básica medida pelo Ipead.

Apesar de ainda não haver definições, o reajuste dos servidores já começou a ganhar repercussão na Câmara de Vereadores. Alguns parlamentares citaram as negociações durante a discussão sobre o novo parcelamento da dívida do município com o Instituto de Previdência de Itabira (Itabiraprev). As falas eram no sentido de que haveria muita pressão sobre o Legislativo.

Em entrevista à imprensa, questionado sobre como seria o posicionamento da Prefeitura, o líder do governo, Allaim Gomes, afirmou que o Executivo não fará compromissos impossíveis de serem cumpridos. O pedetista citou cortes que estão sendo promovidos e que a equipe econômica de Ronaldo Magalhães já conseguiu reduzir de R$ 9 milhões para R$ 1 milhão o déficit mensal entre arrecadação e despesas. “Pode ter certeza que estão olhando com bons olhos para o servidor, que é parceiro dessa Casa e da Prefeitura. Vai caminhar tudo bem. Tem que ser bem estudado, a intenção do Ronaldo é a melhor possível”, comentou Allaim.

“A gente está acompanhando e quer o melhor possível para o servidor. Mas eles vão estudar o que pode ser pago e o que pode ser dado de aumento. Um compromisso que o Ronaldo não fará é o que não poderá cumprir. Pode ter certeza que se não tiver como cumprir, ele não fará esse compromisso, como aconteceu na administração passada. Ele está bem consciente disso, sabe das despesas, sabe das receitas, está muito responsável”, completou o líder do governo.