Extinção de cargos confirma fim da TV Cultura
Sede da TV Cultura de Itabira, na rua Santana, ainda não tem destinação por parte do governo municipal
O projeto de lei enviado pelo governo municipal à Câmara de Vereadores, com a reestruturação de cargos no poder público, confirma uma informação antecipada pelo prefeito Ronaldo Magalhães (PTB) a DeFato Online logo no início do ano, de que a TV Cultura de Itabira não voltaria ao ar na atual administração. Todas as funções da emissora são extintas pela matéria.
O projeto exclui 112 cargos na estrutura da Prefeitura de Itabira. Desse total, dez são na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), responsável pelo controle da TV Cultura, e cinco diretamente na emissora. As funções de chefe de departamento, diretor chefe de imagem, editor de programas, repórter e locutor entrevistador estão extintos. Em contrapartida, foi criado um cargo de chefe de seção.
Em entrevista a DeFato Online no início do governo, o prefeito Ronaldo Magalhães havia colocado em xeque a continuidade da TV Cultura e citou os dois principais problemas da emissora: alto custo e baixa audiência. “É uma comunicação que a Prefeitura tem, mas temos que avaliar também a aceitação, é uma emissora muito pouco assistida. Chega a 1%, e com um custo relativamente alto. Tem a questão do sistema analógico, que no meio de junho acaba. Se for continuar, depende de um investimento muito alto, e o momento é muito difícil”, declarou o petebista.
Procurada pela reportagem, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Itabira informou que a atual administração ainda não tem uma finalidade definida para o prédio onde funcionava a TV Cultura, na rua Santana, no bairro Penha. O local foi revitalizado durante o governo passado.
Processo demorado
A TV Cultura de Itabira ficou fora do ar entre 2013 e março de 2015, durante boa parte do governo de Damon Lázaro de Sena (PV). A administração alegava que a volta da emissora dependia de uma reestruturação profunda, tanto na parte física quanto na técnica. Especialistas chegaram a ser contratados para cuidar dos procedimentos.
A sede da TV, na rua Santana, no bairro Penha, passou por reforma e aparelhos novos foram adquiridos. A intenção, segundo texto escrito nas redes sociais pelo técnico Fernando Martins, contratado em 2014 para organizar a direção executiva e de produção da TV, era expandir a emissora e dár-lhe status de geradora regional, totalmente digital. Os planos, porém, não avançaram. Fernando se desentendeu com Damon e deixou a equipe. O então superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), Marconi Drummond, saiu pelo mesmo motivo.
Quando voltou a ar, a emissora se manteve no mesmo canal e ainda analógica. A TV Cultura se manteve em transmissão até os últimos dias de 2016, quando Damon deixou a administração municipal.