Projeto de estudante itabirano é destaque em concurso internacional de arquitetura
Visão exterior do projeto desenvolvido por Octavio e seus colegas, que foi destaque no concurso internacional Archicontest

Antes mesmo de concluir o curso de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o estudante itabirano Octavio Henrique Mendes Pena, de 20 anos, já tem uma carreira internacional. Isso porque um projeto dele, juntamente com os colegas Lucas Fukuda e Thomaz Yuji Baba, foi selecionado como um dos vencedores do concurso internacional Archicontest, para a construção da Escola de Artesãos, em Veneza, na Itália.
A premiação é realizada anualmente e a cada ano é escolhido um lugar do mundo para ser destinados aos projetos de arquitetos. O concurso de 2017 elegeu o terreno localizado no Calle Venier, que fica dentro de um contexto de patrimônio histórico, na cidade mundialmente conhecida por seus canais e gôndolas.
Em entrevista ao portal DeFato Online, Octavio Mendes contou suas impressões acerca da experiência. “Foi muito bom! Participar de um concurso internacional nos fez perceber que as universidades brasileiras estão a par com as do mundo inteiro. Além de, claro, ser o reconhecimento dos esforços do grupo durante o percurso acadêmico”, afirmou.

Octavio Mendes, de 20 anos, cursa o sexto período de Arquitetura e Urbanismo na UFMG / Foto: Arquivo Pessoal
O jovem estudante e futuro arquiteto explicou que o tempo foi pequeno para a elaboração do trabalho, mas que um processo inspirado em profissionais do ramo na França contribuiu para o sucesso. “Tivemos um prazo curto para fazer o projeto e, com o final de ano, a equipe teve dificuldade de se encontrar por sermos todos de cidades diferentes. Mas, no fim, fizemos uma maratona de projeto. Desenvolvemos todo ele em quatro dias. E ficamos muito felizes com o resultado! Os arquitetos franceses chamam isso de ‘Charrette’”, falou.
Sobre o projeto em si, Octavio Mendes disse que ele e seus colegas tentaram sair do comum para buscar algo diferente. “Ao invés do usual de propor algo que imite o entorno ou ignore o contexto histórico, nosso trabalho propôs uma arquitetura contemporânea que faz uma releitura do passado através de um projeto novo. Respeitamos o patrimônio ao mesmo tempo que propomos algo inovador para a cidade”, explicou.
Para o futuro, o itabirano considerou que ainda precisa reunir mais conhecimentos em sua área e valorizou o legado da premiação. “Apesar de ainda achar que tenho muito para aprender de arquitetura, o concurso é um reconhecimento de que nosso trabalho está trilhando um caminho internacional e de qualidade. Agora pra frente é continuar o esforço”, concluiu.