Cinco homicídios em dez dias: tenente diz que Itabira vive “guerra de drogas”
O tenente João Miguel disse que a raiz do problema também está no consumo de drogas, que financia o tráfico
Em dez dias, já foram cinco homicídios em Itabira. O primeiro do ano aconteceu no dia 9 de janeiro e o último na manhã desta quinta-feira, 19 de janeiro, quando um homem de 34 anos foi assassinado a tiros no bairro Fênix.
O tenente João Miguel, que estava empenhado na ocorrência do homicídio mais recente, afirma que o município está vivendo um problema sério por causa das drogas. “Todas as circunstâncias indicam que é a guerra de drogas que acontece em Itabira”, salientou.
“O problema está também no consumo de drogas, que financia o tráfico e gera todo esse movimento de pessoas que ficam à margem da lei. A droga está gerando esse tanto de homicídio que Itabira vem presenciando”, afirmou.
Segundo o tenente, infelizmente, as pessoas que participam de ação criminosas possuem sempre as mesmas características e já foram presas por ocorrências como roubo, tráfico de drogas, homicídio e furto. Em consulta ao banco de dados da Polícia Militar, o tenente constatou que todos os envolvidos no crime do bairro Fênix possuem passagens por homicídio, tráfico e roubo.
João Miguel assegura que o trabalho da Polícia Militar é incessante no combate ao tráfico de drogas, consumo e a todos os crimes que o circundam. “A Polícia Militar está trabalhando diuturnamente para esse combate”, salientou.
Cinco homicídios em dez dias
O primeiro homicídio do ano aconteceu no dia 9 de janeiro. Leomar Henrique de Sena, 24 anos, morreu após ter sido baleado na rua Sebastião Calixto da Mata, na Vila São Geraldo. Ele chegou a ser socorrido por uma equipe do Samu, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Pronto-Socorro Municipal.
Segundo a polícia, Leomar Henrique, que tem passagem pela polícia por ameaça, é suspeito de ter sido o autor de uma tentativa de homicídio que ocorreu em dezembro do ano passado no bairro Água Fresca. Na ocasião, ele chegou a ser reconhecido pela vítima.

Foto: Thales Benicio
O segundo assassinato ocorreu no dia 13 de janeiro, às margens da MG-900, em Itabira, próximo à Funcesi. O corpo, identificado como de Pedro Arthur Pereira Santos Silva, 19 anos, estava caído perto da linha férrea da mineradora Vale. O corpo do jovem tinha as mãos amarradas para trás com fitas adesivas. Havia fitas também no pescoço. Pedro Arthur teria deixado o presídio de Itabira em 15 de dezembro de 2016.

Foto: Thales Benicio
Um adolescente de 17 anos foi vítima do terceiro homicídio do ano, ao dia 17 de janeiro, na rua Águia Branca, no bairro Pedreira. Ele chegou a ser atendido por uma equipe do Samu, mas já estava sem sinais vitais. Segundo informações de policiais, o adolescente era morador da Região Metropolitana de Belo Horizonte e veio para Itabira há cerca de um ano, depois de ter sido ameaçado de morte na região de Ibirité.

Foto: Thales Benicio
O mototaxista Klebson Sciorilli Machado, 34 anos, foi a vítima do quarto homicídio de 2017. Ele foi baleado no dia 3 de janeiro deste ano, no km 462 da rodovia MGC-120, quando passava pelo trevo de acesso ao loteamento Vale Sol, em Itabira, não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 16 de janeiro, na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Nossa Senhora das Dores.
Na ocasião, Klebson Machado ligou para a Central de Operações (COPOM) informando que havia sido atingido por vários disparos de arma de fogo. Uma guarnição do Tático Móvel e outra da Polícia Rodoviária foram ao local e encontraram a vítima caída na rodovia.

Foto: Thales Benicio
O quinto homicídio do ano foi registrado na manhã desta quinta-feira, 19 de janeiro. Um homem de 34 anos, identificado como Luiz César de Souza, foi executado a tiros na rua Caviúna, no bairro Fênix.
A Polícia Militar foi acionada por moradores que ouviram os barulhos dos disparos. Viaturas foram para o local e o Samu também foi chamado. No entanto, a vítima já estava sem vida no momento em que a equipe médica chegou. O corpo de Luiz foi deixado em um barranco que fica às margens da rua.

Foto: Mariana Reis/DeFato