Em oito meses, Itabira perdeu mais de 2 mil vagas de trabalho, informa Caged
O segmento de construção civil é o que mais tem fechado vagas na cidade, segundo o Ministério do Trabalho
No mês de agosto deste ano, foram registrados 726 desligamentos no mercado de trabalho de Itabira, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O balanço é divulgado mês a mês pelo Ministério do Trabalho. O setor que mais demitiu no período foi a construção civil. Esse segmento registrou a dispensa de 208 trabalhadores no mês passado.
O Caged informa a variação entre admissões e desligamentos por município, onde é possível entender se a cidade está gerando ou perdendo oportunidades de trabalho com carteira assinada. No último mês de agosto, diante das 726 demissões, ocorreram 627 contratações. Nessa balança, a variação entre os dois dados é negativa: Itabira perdeu 99 vagas, em média, durante o mês citado.
O fechamento de postos formais de trabalho tem ocorrido em todos os meses deste ano na cidade. O mês quando mais postos deixaram de ser gerados foi março, onde a variação informa 663 vagas fechadas. Janeiro teve 409 empregos que deixaram de existir; fevereiro, 32; abril, 206; maio, 145; junho, 356; e julho registrou 142 extinções de oportunidades. No acumulado de janeiro a agosto de 2016, a terra de Carlos Drummond de Andrade perdeu 2.052 oportunidades, na média calculada pelo Caged.
Muito além da construção civil, outras importantes áreas do mercado de trabalho itabirano contabilizaram saldo negativo em agosto. Na sequência figura o comércio, que perdeu 46 vagas formais. Há ainda, na lista de perdas mais significativas, o setor de serviços (-33) e agropecuária (-19).







