Dividido, PSDB decide “ficar livre” nas eleições em Itabira
Enquanto Batatinha comemora resultado da votação, Roberto Chaves mostra decepção

O diretório itabirano do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) definiu na noite dessa quarta-feira, 3 de agosto, seu rumo nas eleições municipais de outubro. Em uma votação apertada, que mostrou um partido extremamente dividido, a maioria optou por deixar a legenda “livre” no pleito, apenas formando coligação proporcional, para a disputa por vagas na Câmara de Vereadores. A tendência, porém, é que essa parcela que saiu vencedora apoie informalmente a candidatura de Ronaldo Magalhães (PTB).
A convenção foi realizada para deliberar sobre duas propostas. A primeira era de deixar o partido livre, sem apoio formal a qualquer prefeito, apenas coligado a PPS, PRB e Rede na proporcional. A segunda era declarar apoio à candidatura de Talmo Oliveira (DEM), em coligação com DEM, PSL e PMB. O presidente do PSDB, Maurício Marques, defendia a primeira opção, enquanto o vice, Roberto Chaves, queria a segunda.
A votação foi secreta. Os filiados assinavam uma lista, pegavam a cédula e depositavam na urna. Depois, contagem e recontagens sob olhares atentos da executiva tucana. O resultado foi apertadíssimo. Dos 41 que votaram, 21 foram na primeira opção, 19 na segunda e um votou em branco.
Após o resultado, comemoração de um lado e tristeza do outro. E os discursos logo após mostraram que o partido não sairá ileso. Roberto Chaves, que é pré-candidato a vereador, disse que vai repensar se concorrerá ou não a uma vaga no Legislativo. Ele também afirmou que vai apoiar Talmo, independente da decisão da maioria. “Poderíamos até indicar o vice na chapa dele. Porém, pessoas que quiseram compor com o grupo do Ronaldo escolheram ficar sem representação oficial, sequer terão um candidato oficial para apoiar. O que ocorreu não foi o que esperávamos, mas agora é aceitar o resultado. Mas eu vou acompanhar o Talmo e trabalhar para ele”, afirmou.
Defensor da ideia de ficar livre, o vereador Palhaço Batatinha comemorou o resultado e indicou que apoiará Ronaldo Magalhães. “Essa era a proposta desde início e só não foi fechada por causa de divisões internas no partido. Eu acho que fechar com outra coligação seria entregar o partido de mãos beijadas”, argumentou.
O presidente Maurício Marques afirmou que a situação é normal. Para ele não existe divisão, mas um partido que dá liberdade de escolha aos filiados. “A gente tem que respeitar. O partido é democrático e procura ouvir seus pares. A gente não impõe. É uma decisão que tem que ser respeitada. O partido não tem dono, todos podem falar e opinar. Antes, talvez, eles não tinham esse direito, hoje eles têm”, disse.