Itabirano aluno da Unifei é aprovado em seis universidades norte-americanas
O estudante Matheus Venturyne e o diretor da Unifei Itabira Dair de Oliveira
Com o passaporte em mãos, Matheus Venturyne, 23 anos, aluno do curso de Engenharia de Computação na Unifei Itabira, se prepara para embarcar para mais uma importante etapa de sua vida, iniciar os estudos de doutorado. O itabirano foi aceito em seis universidades internacionais e escolheu que a partir de agora frequentará a Universidade de Princeton, no estado de Nova Jérsei, nos Estados Unidos.
Matheus cursou o ensino fundamental na Escola Estadual Major Lage e o ensino médio na Escola Estadual Procópio Alvarenga Silva Monteiro (Premen). Ao concluir o ensino médio, o jovem prestou vestibular para a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e para a Unifei de Itabira. Aprovado na Unifei, Matheus abandonou o processo seletivo da UFMG, se matriculou no curso de Engenharia de Materiais e iniciou os estudos em fevereiro de 2011.
Em junho daquele mesmo ano, recebeu o convite do professor Carlos Silveira para atuar como voluntário em uma pesquisa na área de Bioinformática. Gostou tanto da área que em 2012 se transferiu para o curso de Engenharia da Computação. Seu trabalho junto ao professor Carlos rendeu sua primeira bolsa de Iniciação Científica, que o possibilitou a dar início a um sonho antigo: aprender a língua inglesa. O trabalho foi encerrado no início de 2013, quando o professor foi transferido para outra universidade.
Então, Matheus se tornou monitor e, na sequência, novamente bolsista de Iniciação Científica – desta vez coordenado pelo prof. Fernando Santos, que em seu doutorado desenvolvia um estudo relacionado à roteamento de veículos.
Em 2013, Matheus se inscreveu para o programa Ciência sem Fronteiras, por meio do qual estudou por um ano (janeiro a dezembro de 2014) na Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos. Mais uma vez Matheus se destacou, tendo excelente rendimento nas disciplinas cursadas e estagiado na Broadcom, uma das maiores empresas americanas de semicondutores, por três meses.
De volta ao Brasil, Matheus deu início ao Trabalho Final de Graduação, cuja entrega final foi adiada para que pudesse se inscrever nos programas de doutorado das universidades americanas almejadas. A continuidade dos estudos após a graduação já era um plano do estudante, mas o intercâmbio o despertou para a possibilidade de cursar a pós-graduação nos Estados Unidos.

Matheus e seu orientador de TFG, Juliano Monte-Mor
Das aprovações
Matheus se inscreveu para 11 universidades: University of California-San Diego (UCSD), University of California-Irvine (UCI), University of California, Los Angeles (UCLA), University of California, Berkeley (UCB), University of Southern California (USC), Princeton University, Cornell University, Massachusetts Institute of Technology (MIT), University of Illinois, Urbana Champaign (UIUC), North Carolina State University (NCSU) e Carnegie Mellon University (CMU).
Foi aceito em seis delas: University of California, San Diego, University of California, Irvine, University of Southern California, Princeton University, University of Illinois, Urbana Champaign, North Carolina State University.
Das seis, aceitou o convite de duas para uma visita: A Universidade da Califórnia e Princeton. Em março ele esteve nos Estados Unidos para conhecer melhor as universidades e fazer contatos com os professores, e em abril ele fez a sua escolha: ir para Princeton. Ele explica que a instituição é destaque na sua área e que se encantou pelo “clima” da universidade. Matheus iniciará o doutorado em setembro deste ano. Os estudos deverão ser desenvolvidos entre 5 a 7 anos.
O estudante destacou que a Unifei oferece muitas oportunidades (sua trajetória comprova isso) e que “nossa universidade está à altura de grandes universidades estrangeiras, sim, sobretudo quanto à estrutura”. Ele conta que, na sua visão, os laboratórios da Unifei-Itabira chegam a oferecer mais que das universidades americanas que visitou, possibilitando aos alunos um maior contato com a prática, tornando-se um diferencial na formação dos profissionais. Salientou também da qualidade e dedicação de tantos professores que são determinantes na trajetória de milhares de alunos.
Antes de embarcar
Matheus se dedicará, nesses últimos meses no país, à conclusão e apresentação do seu Trabalho Final de Graduação (TFG), orientado pelo professor Juliano de Almeida Monte-Mor, cujo título é “Automatic Computation Offloading of Java Application”.
Seu trabalho consiste em desenvolver um sistema que execute aplicações desenvolvidas na linguagem Java de forma distribuída. A abordagem utilizada consiste em modificar o bytecode da aplicação injetando código que acrescente a lógica distribuída. Isso permite, por exemplo, que uma aplicação no seu celular seja executada com a ajuda de um desktop, diminuindo o consumo de energia e melhorando a performance.







