Trevo pode ser gargalo para construção da Apac em terrenos estudados por comissão
Dois terrenos são pleiteados pela comissão na rodovia Luiz Menezes
A comissão que estuda novos terrenos para a construção da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) se reuniu esta semana com o coordenador regional do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG) em Itabira, Marcelo Santos Rodrigues. No escritório do órgão estadual, o grupo de trabalho sondou a viabilidade da construção de um trevo na rodovia Luiz Menezes, que liga Itabira ao distrito de Senhora do Carmo. Na via, próximo ao matadouro, dois terrenos são pleiteados à construção da Apac.
Membro da comissão, o vereador Ilton Araújo Magalhães (PR) disse que, no diálogo com o coordenador regional, foi pontuado pelo órgão que caso exista a demanda por um trevo no fluxo viário da estrada, a solicitação ao Estado é burocrática e demandará prazo superior a três meses. Além do tempo que pode ser longo para obtenção do aval e das licenças ambientais devidas, a intervenção teria custo elevado.
“Estamos avaliando o impacto nos dois terrenos primeiro para ver se é possível implantar a Apac sem a necessidade de um trevo na pista”, comentou o vereador.
O parlamentar esclareceu também que, existindo a necessidade do trevo, irá discutir com a Prefeitura de Itabira a possibilidade de municipalização da estrada. Mas isso somente é possível caso a jurisdição do estado sobre a rodovia Luiz Menezes ocorra por meio de convênio. Se for, haveria a possibilidade de encerramento do acordo e retorno da responsabilidade da pista ao município, o que dependeria, sobretudo, de interesse do Executivo municipal.
Ilton Magalhães enfatizou a dificuldade de áreas livres e disponíveis à construção da Apac. Os dois espaços em avaliação técnica pela comissão pertencem à Cenibra, e, na viabilidade dos terrenos, ainda caberia à empresa concordar com a doação da área.
Comissão e prazo
Na semana passada, a Apac aceitou a construção do centro de recuperação em outra área. A entidade no entanto, deu prazo de 45 dias para que seja oferecido um novo terreno que atenda aos requisitos da instituição. No terreno que a Apac recebeu da União, localizado na comunidade do Córrego do Meio, há o interesse de vários segmentos em utilizá-lo para sediar o Parque Cientifico e Tecnológico.
Uma comissão foi montada para avaliar outras áreas. O grupo é formado por vereadores de Itabira, engenheiros indicados pela Apac e administração municipal, a Procuradoria-Geral do Executivo e a Acita.